Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

18 Mar, 2016

O outro

 

O Diário Económico em papel acaba de desaparecer, conforme já se pressentia há algum tempo. Não sei porquê mas quando vi sair de lá um rato, logo vi que aquilo já era um navio a meter água por todos os lados.

Os jornais estão desde há muito tempo ao serviço de uma direita que não só é injusta, como é sectária. Não se cansa de bater exaustivamente nas esquerdas, quase sempre com argumentos que não passam de falácias.

Basta ver os desejos constantes demonstrados pelo insucesso da solução governativa que as esquerdas encontraram, no seguimento da incapacidade da direita conseguir entender-se com alguém fora dela.

O Diário Económico foi incansável, mesmo ainda com o antigo diretor António Costa. Provavelmente, abandonou o barco quando se viu sem hipótese de se salvar. De há muito que ele era mesmo um anti Costa.

Depois, em outros lugares, a sua luta continuou, nos mesmos termos e maneiras, contra o Secretário-Geral do PS. Mas, principalmente, focada na pessoa de António Costa, seu homónimo, mas muito diferente dele.

Apesar desse trabalho insano, o seu DE foi-se, e ele anda por aí a debitar balelas, enquanto o governante segue o seu caminho, indiferente às lamurientas crónicas e opiniões daqueles que vão vendo o resultado delas.

E esse resultado está bem à vista. Por muitos motivos, mas também porque tudo o que é falso morre cedo e tudo o que é torto nunca mais se endireita. Jornais de sentido único, que têm apenas um objetivo, vão-se.

E esse objetivo visa apenas entortar a opinião pública, ocultar muita informação e criar muita especulação. Obviamente que isso resulta durante algum tempo. Mas também, pouco a pouco, cavam a sua cova.

Portanto, quem passa a vida a olhar para o outro e se esquece de si próprio, não terá que esperar muito. O furor das multidões é uma tempestade indomável, mas que muda de direção ao sabor dos ventos.