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afonsonunes

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02 Out, 2015

O PASPALHÃO

 

Já conheço o Paspalhão há muito tempo. Não vou dizer como o conheci e qual o meu relacionamento com ele. Mas confesso que ele sempre teve alguma influência na minha vida. Influência que sempre senti negativa.

Agora, já entradote na idade, a sua influência sobre o que acontece, tem mais a ver com aquilo que não faz. Embora eu possa pensar que ele ainda podia ir fazendo alguma coisa. Porém, já não se pode esperar nada dele.

Não sei se o nome de Paspalhão é de batismo ou se é apelido que lhe vem desde pequenino. Sei é que sempre o conheci assim. Dantes, era um paspalhão um pouco ativo, mas muito presunçoso e, por vezes, vingativo.

Haverá quem diga que ninguém é perfeito. Pois é, mas há paspalhões que não fazem mal a ninguém. Mesmo que não façam nada de bom, também não impedem que alguém faça o que não pode deixar de ser bem feito.

Este Paspalhão que eu conheço tem coisas levadas da breca. Está sempre antecipadamente obcecado com as suas responsabilidades. Mas, chegado o momento de as assumir, esquece-as completamente. Deve ser da idade.

Agora está mesmo obcecadíssimo com as eleições do dia quatro e suas consequências. Ontem, dia um, já era o Paspalhão que sabe tudo. Hoje dia dois, é o Paspalhão que já está em reflexão. Amanhã, dia três, vamos ver.

Certo, certo é que, dia cinco, não sai de casa porque vai continuar em reflexão. Logo, dia quatro, é ainda uma incógnita. O Paspalhão pode nem sequer ir votar, pois é muito importante não interromper a dura reflexão.

Conhecendo o Paspalhão como conheço, a sua reflexão começa hoje e não se sabe ainda quando terminará. Mas nunca antes de terça-feira, dia seis. A decisão será muito complexa. Melhor, é de especial complexidade.

Portanto, O Rato que espere por ventos que virão de S. Bento. Depois, falta ainda a fase de consolidação do resultado da reflexão do Paspalhão, tendo em conta a invenção da melhor solução vinda da Lapa e do Caldas.

E andam os portugueses exaustos com o palavreado de uma campanha que, felizmente, termina esta noite. Termina um pesadelo, mas vem logo outro a seguir. Quem me dera que o Paspalhão me aliviasse estes nervos.

Infelizmente, ele só adora refletir. É incrível como ele já está em reflexão há tanto tempo e nada de falar sem qualquer coisa na boca. Ou seja, com a boca cheia. Há quem saiba de quê, mas eu não sei. Nem quero saber.

Cá para mim, o Paspalhão está sempre à espera de dois conselhos amigos. Que não é o meu, obviamente. Mas tem duas fontes, para ele muito seguras. A do passarão e a da passarinha. Pois, mas essas, não as conheço.

Devido ao fim da conversa inútil, hoje à noite vamos sentir um alívio enorme. Vai-se o assalto do barulho, da parvoíce e da estupidez. Mas, vem aí o pesadelo de saber o que o meu conhecido Paspalhão vai ter de dizer.

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