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afonsonunes

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20 Out, 2014

O PEDRO E O MAMEDE

 

Passos recusa-se a adiar as eleições de setembro ou outubro, para maio ou junho. Nem ele sabe o bem que lhe fazia. Porque ficava com menos uns meses de sacrifícios e safava-se de umas gritarias incómodas onde vai.

Esse adiamento teria a vantagem extra de poupar o Coelho a mais uma abertura da época de caça, sempre imprevisível para qualquer espécie cinegética. Deve saber que ela abre por volta de setembro, outubro.

Farto como deve estar de levar chumbo por todos os buracos onde se mete, ou por todos os cantos de onde sai, Passos e Coelho, corre perigo real de ser chumbado de vez. A sorte nem sempre protege os audazes.

A menos que estejam, o Passos e o Coelho, à espera de um convite de Belém, para que se aguentem até ao fim do mandato presidencial que, mesmo assim, também não iria além de uns mesitos. Depois, iam juntos.

Entretanto, se o calendário se mantiver inalterado, eu sugeria que o Passos e o Coelho, fossem já substituídos de imediato, pelo Pedro e o Mamede. Seria um refrescamento para todos, pois o cansaço é evidente.

Com a grande vantagem de obrigar os incansáveis manifestantes a mudar toda a estratégia de ataque. Palavras de ordem novas, cartazes novos, novas táticas. Logo, enquanto tudo muda, Pedro e Mamede descansam.

Haveria logo quem, malevolamente, dissesse que só mudavam os nomes, mas que as moscas eram as mesmas. Para isso, dantes havia o shelltox. Agora também deve haver qualquer coisa que as mate, mas, bem mortas.