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afonsonunes

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10 Mar, 2016

O Plano P

 

O Plano P é, nem mais nem menos que o Plano PaF que ficou congelado lá para os lados do Caldas e de Santana à Lapa. Mas foi tão mal congelado que já cheira mal e não há maneira de deitarem aquilo para o lixo de vez.

Também podia ser designado de Plano T, em homenagem aos tontinhos que não desistem de estar convencidos de que, mais dia, menos dia, serão eles a aplicá-lo no seu orçamento, em substituição do discutido na AR.

Claro que toda a gente tem direito a ser tontinho ou qualquer outra coisa melhor ou pior, mas é esquisito tanto desequilíbrio, quando à sua volta tudo contribui para lhes agravar o desconforto resultante da teimosia.

Refiro-me concretamente ao que se passou hoje na AR. Os descabelados pafianos atiravam-se ao OE com aquela energia desesperada de quem não tem sequer coragem para contrapor as vantagens do seu saudoso Plano T.

À mesma hora, o comissário europeu e o ministro Centeno desfaziam essas confusões de planos. Mais tarde, Marcelo e Costa, batiam na mesma tecla das confusões. Será que os pafianos nunca vão desistir do Plano T?

Não será bem o caso, mas costuma dizer-se que quando não conseguimos vencê-los, é melhor juntarmo-nos a eles. Aqui, obviamente, ainda está muito longe essa hipótese. Mas, parece-me que Marcelo sonha com isso.

Em política tudo é possível em muito pouco tempo. Mas tudo indica que a direita está, continua a estar, a trilhar caminhos sem retorno. Mesmo admitindo que são muitas as fragilidades da solução governativa atual.

É preciso afastar a ideia de que em Belém ainda está o guarda-chuva que protegeu a direita até à exaustão. Está agora bem claro que esta direita perdeu o rumo, pois Marcelo já disse coisas que não admitem recuos.