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afonsonunes

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12 Mai, 2014

O PREÇO DO VOTO

 

 

Começou hoje mais uma batida na época de caça ao voto. Não é novidade nenhuma, visto que os caçadores do dito, já nos habituaram ao tiroteio ininterrupto, sem olhar a épocas de caça.

De há três anos para cá, o coelho tem estado na mira de milhões de armas, sempre prontas a disparar. Mas, não só o coelho. Também as aves raras que posam diariamente frente às câmaras e aos micros.

Hoje, toda a caça, constituída por todos os caçadores, se lançou numa correria pelo país todo, em busca de votos. Votos que lhes permitirão estas caças ao tesouro, que é bolso dos portugueses.

No fim de contas, cada voto conseguido, irá constituir o pecúlio que permitirá praticar a cara democracia dos contribuintes e a pobre democracia recebida, em troca do que pagam com língua de palmo.

A democracia não vive sem partidos e os partidos não vivem sem votos. Pagos com muitos sacrifícios, que não são, de modo nenhum, consentâneos com os esbanjamentos que as caçadas provocam.

Se o preço do voto está caro, alguém paga o que não é justo, face à relação custo benefício. O custo de cada deputado e de cada partido, devia corresponder ao benefício que cada um deles dá ao eleitor.

O eleitor sente que é útil apenas para pagar. E, porque nada recebe em troca, vota cada vez menos. Daí que cada voto seja ouro para quem o recebe. Mas, ninguém faz nada para que o eleitor renasça.

Cada deputado e cada partido, devia ter de prestar contas da sua atividade em favor do país. O mesmo devia acontecer com todos os governantes no fim de cada legislatura. As contas deviam dar certo.

A democracia devia ser obrigada a ser exigente com todos os que vivem dela. Para que todos os democratas que a sustentam, vissem o seu dinheiro traduzir-se em melhor democracia e melhores eleitos.