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afonsonunes

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Finalmente, Costa vai fazer a vontade à comunidade azul laranja, quebrando o seu silêncio e a sua falta de colaboração com o governo. Vai fazer-lhe um apelo dramático para que o ajudem a acabar com as cheias.

Em primeiro lugar, Costa pede encarecidamente ao governo que se junte à Câmara para que, rezando juntos, convençam S. Pedro a fechar a torneira lá em cima para que, cá em baixo, em Lisboa, não se junte tanta água.

Este, é um sinal muito importante. Aliás, o primeiro, de que Costa está disposto a colaborar com o governo, desde que este, colabore com ele. Reconhece que é um problema celestial e que ele não é nenhum anjinho.

Mas, pede mais. Se isso não resultar, pede ao governo que meta ainda mais água do que tem sido habitual, pois quanto mais água o governo meter, menos sobrará para alagar a cidade. Costa diz ser uma emergência.

Acrescenta mesmo que o governo aproveite a sua enorme capacidade para mobilizar todo o país, a meter quanto mais água melhor. Ainda que, depois, se corra o risco de entrar em seca prolongada, se o céu não gostar.

Mas, S. Pedro não vai ser assim tão cruel, até porque Costa, com o seu poder de diálogo, convencerá S. António de Lisboa a meter uma cunha ao seu colega, para um uso mais moderado na abertura e fecho da torneira.

Costa compromete-se ainda a fechar todas as sargetas da cidade, para que não saia mais água dali, vinda do Tejo, quando a maré está cheia. Mas, se for preciso, promete medidas, para que as ondas não entrem na barra.

Se as inundações persistirem, Costa não hesitará em chamar de urgência à Câmara de Lisboa, o seu colega anterior, Carmona Rodrigues e o seu maioral Fontão de Carvalho. No tempo deles é que era bom. Voltem.