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afonsonunes

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Os meios de comunicação andam todos riscados com um argumento que não resiste à mais elementar reflexão sobre dados comparativos entre as muito limitadas soluções do problema que o presidente terá que resolver.

Trata-se da substituição do governo de direita acabadinho de ser riscado do mapa governativo do país. O grande ou o maior argumento é o risco de o tal governo de esquerda não dar garantias de cumprir toda a legislatura.

Obviamente que ninguém poderá alguma vez dar garantias sobre coisa nenhuma sobre o que vai ocorrer durante quatro anos. Mas, a alternativa, era o PS dar a mão à direita. Quantos dias, ou meses, essa aliança duraria?

Ou alguém, no seu perfeito juízo, acredita que ficavam juntinhos para a vida, que é como quem diz, para quatro anos? Só mesmo quem julgue que há um partido capaz de aceitar um tratamento de animal anti estimação.

Além do mais, com um deputado do PAN na AR, sempre vigilante, a não tolerar maus tratos como os que se têm verificado nos últimos quatro anos. Logo, mais vale uma situação de risco, que uma outra de desastre.

Daí resulta uma outra conclusão. Quem é que mais pode mudar? Bom, a esquerda já está a dar sinais que quer, ou pode mudar. Alguém acredita que esta direita que tem estado no poder, pode mesmo vir a mudar?

A mudar, no sentido de ser capaz de ouvir, sim, simplesmente ouvir, alguma coisa do que o PS lhe dissesse? Só quem tenha a mesma ideia de poder sem limites, nem reticências. De confrontos de pura malvadez.

Bastaria recordar o que se passou no debate que fez cair a direita. Recordar Montenegro, Portas, Magalhães, Amorim, Telmo, para só referir alguns, dos que mais usaram e abusaram de linguagem de sargeta.

Ora, não é com vinagre que se caçam moscas. Costa soube ouvir e no fim foi cumprimentar essa gente. Eis a diferença entre políticos que sabem falar e sabem ouvir. Não saber falar nem ouvir, não merece ser ouvido.

É por isso que tudo o que representa engonhar antes de tomar decisões importantíssimas é não ter respeito pelos superiores interesses do país. Por mais que se tente arranjar argumentos de riscos. Sem ver o desastre.

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