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afonsonunes

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06 Jul, 2014

O SEU A SEU DONO

 

 

Ter um banco não é coisa de que se prescinda facilmente, até porque ter um banco, é garantia de se ter onde colocar o muito dinheiro que se tem. E só se tem montes de dinheiro se, ao seu, juntar o alheio.

E é, acima de tudo, poder fazer voar todo o dinheiro para parte incerta, de onde só a família o pode tirar. Apesar dos desprevenidos depositantes não familiares, saberem quem o tirou e o que lhe fez.

Como toda a gente sabe a família PSD tinha um banco chamado BPN. Onde, apesar de muitos ditos e contraditos, muitos dos membros da família se amanharam à grande e à francesa. Uns fugiram outros não.

Agora, a família PSD, viu ser-lhe feita a justiça de poder voltar a ter o seu banco. É caso para se dizer que deu muito trabalho e levou muito tempo, mas valeu a pena. Uma família assim, e sem banco, nunca.

A família Espirito Santo, por sua vez, concluiu que, tal como o governo, tanto falou de consensos, que acabou por perder o seu consenso familiar. Resolveu, por isso, integrar-se noutra família.

Só houve uma coisa em que a família Espírito Santo não cedeu. Não deixou mudar o nome ao banco. Até porque BPN estava já demasiado gasto. Mudaram os homens da família. O dinheiro não.

Agora, vou tentar arranjar cem euritos para lá abrir uma conta. Tenho ouvido dizer que é possível triplicá-los num curto espaço de tempo. Nem que tenha de arranjar um cartão da cor que quiserem.

Contas e cartões é coisa que não tenho. Mas gostava de ter. Tal como também gostava de ser rico como aquela gente. Eu sei que a ordem é para empobrecer. Mas eu não me importo de ir contra maré.