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afonsonunes

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23 Nov, 2015

O testamento

 

Bem vistas as coisas o presidente não tem nada de útil para deixar em testamento ao seu herdeiro que será conhecido no próximo mês de janeiro. Mas tem, por uma questão de boa vontade, seis conselhos inúteis.

Todos os putativos candidatos à sucessão já se manifestaram abertamente contra o desenrolar do processo seguido até agora. Atendendo a declarações públicas deles, têm sido mais conselheiros que aconselhados.

Parece até evidente que nenhum deles se lhe quer colar em nenhum aspeto do seu desempenho. Quando de Belém não vem bom vento, não há casamento que se deseje. Aliás, até os convidados já fogem da boda.

Parece também que os mais fervorosos amigos do presidente e inimigos de Costa, estão já resignados ao que julgam ser agora uma inevitabilidade. Alguns estão até na onda do tanto se lhes faz. Pois, eles são todos iguais.

Pois, mas eu não vou nessa conversa de pré-indigitação, nem da iminência dessa mesma indigitação. O PS parece que ainda vai responder hoje ao questionário. Mas o presidente não vai dar a sua música por terminada.

É verdade que ele já tem o testamento feito há muitos meses e agora leva tempo a alterá-lo. Além disso, o seu notário também tem muita falta de tempo para serviços de fazer quanto mais tarde melhor. Ou nunca mais.

Mas, há ainda uma outra diligência que está reservada para o último dos ‘finalmentes'. A audição do sumo dos economistas, acompanhado da sua sábia orientadora: Medina Carreira e Judite de Sousa. A decisão está aí.

Claro que Cavaco não ouviu muitos dos adivinhadores de pacotilha. Nem tão pouco deu ouvidos a muitos dos seus excitados seguidores à distância. Tenho a certeza de que nem ao Marques Mendes mandou mensagem.

O seu único e fiel homem de confiança neste difícil transe, é o seu testamenteiro. Sabe-se que Cavaco não é homem de recuos, nem de amuos. Nunca treme nem se assusta. Nem responde a quem barafusta.

É homem para abrir o seu grande coração na Madeira. Ali, não há lá Costa, nem Catarina, nem Jerónimo a moer-lhe o juízo. Mas, só agora, pois já não tem lá a voz grossa do Jardim a mandar o senhor Silva para outro lado.

Enfim, que vai ser dos portugueses quando não tiverem um senhor Silva. Poderão vir a ter um Marcelo, um Nóvoa ou uma Maria. Mas não é, nem nunca será, a mesma coisa. Aposte já em quem herdará o seu testamento.

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