Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

Quando o BCE tiver terminado os testes aos bancos europeus vai ter disponibilidade para outras ações de extraordinária importância para a regulação de todas as atividades europeias. E de todos os que as tocam.

É sabido que quem mais toca nessa matéria são os governos que, por acaso, até sabem dar boa música aos contribuintes que lhes dão os melhores instrumentos. Que, para alguns governos, é o vil dinheirinho.

É o caso do nosso. Enquanto os contribuintes são uns tesos stressados, os governantes e os seus melhores amigos, vivem na boa, sem ter que fazer testes de espécie alguma. Mas o BCE vai acabar com isso. Ai vai, vai.

Porque já lá chegou, e o nosso vice Vítor, já o sabia há muito tempo, que os muito ricos já não são o que eram. Dantes eram muito ricos e tinham milhões a dar com um pau. Agora são ricos mas já nem têm tostões.

Daí que o BCE esteja prestes a iniciar testes a essa malandragem que já nem sabe ganhar dinheiro. Depois, toca a ir buscá-lo onde não devia. No entanto, o BCE está a estudar a maneira de detetar o verdadeiro stress.

O governo português anda alarmado com essas novidades. E a sua maior obsessão chama-se bancarrota. É fácil imaginar o embaraço dos que mais tentam escondê-la. Mas estão confiantes que o stress não os trairá.

Alguém de entre os mais intervenientes e criativos do governo, já tem quase pronto um projeto a que dará o título de, A reforma do Stress. Segundo um dos seus porta-vozes exteriores, visará os seus bancos rotos.

Ao que parece, anda tudo roto no país. Desde a Tecnorrota à Formoculta, passando por sacos de documentos e cheques escondidos na Bancamá, e esquecendo os bolsos ainda cheios, tudo precisa de pontos e remendos.

Daí a urgência com que o BCE está a tratar deste assunto. Desde que é regulador, não mais admite que continuem a campear os desregulados. E, para garantir alguma eficiência, já decidiu que é preciso regular o governo.

Mas o nosso vice Vítor não está com muita coragem para se meter sozinho nessa árdua tarefa de regular aquilo que também ele deixou desregular. Mas não há problema. Já chamou a troica. Aí está ela de novo.