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afonsonunes

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24 Nov, 2015

Oh António

 

Tenho ouvido dizer tanta coisa de si que resolvi pô-lo à prova como pessoa de bem e preocupado com os grandes problemas de outras pessoas que, tenho bem presente, sei o quanto sofrem neste momento tão doloroso.

Sei quanto deve estar satisfeito por, finalmente, poder mostrar ao país que não é o nabo estrangeiro que umas cabeças de alho chocho têm proclamado. E sei também, pelo que li, que já escolheu os seus ministros.

Verifico que não tem lá ninguém que se iguale aos que vai substituir. Com muita pena minha, bem podia evitar que um ou outro ministro fosse despachado. Assim, talvez comandasse uma situação de mais recursos.

Porém, o seu espírito compreensivo e a sua vontade de ganhar a confiança de todos os portugueses, e tendo em conta o estado depressivo de alguns dos que vão cessar funções, pode reforçar o moral dos vencidos.

Como não os pôde fazer ministros, resta ainda a possibilidade de ter alguns como secretários de estado. Os seus ministros exultariam em tê-los como reforços nas suas equipas ministeriais. O que é bom é para se ver.

Em primeiro lugar, como sempre, as senhoras. Ora digam-me lá se o país não perde muito em prescindir de Maria Luís e Assunção Cristas. É que os olhos também contam. Elas eram o olhar enlevado de muito boa gente.    

Depois, há homens como Passos e Portas, que vão fazer muita falta a muitas portuguesas. Simpáticos como são, não se importariam nada de baixar para secretários de estado pois, assim, já não perderiam tudo.

Já no que toca à assembleia, Montenegro e Magalhães, certamente, não se importariam nada de trocar a palavrosa tarefa guerreira, por duas secretárias calmas, a elaborar estudos e pareceres de alta complexidade.

Isto sim, seria um governo a sério. E o primeiro-ministro António, teria um elenco, não para quatro, mas para quarenta anos. Com o sorriso de orelha a orelha de Cavaco, que já podia deixar de se preocupar com a reforma.

É evidente que também haveria aqueles portugueses, poucos e maus, que diriam que isso não era democracia. Democracia não é dar a mão. É dar com o pé. Sobretudo, democracia, é querer eleições já a 25 de Abril.

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