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afonsonunes

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Já lá vai o tempo em que o ministro não deitava a ponte abaixo, mas ela caía, havia gente que morria e o ministro demitia-se. Já lá vai o tempo em que ministros, com suspeições graves, mesmo infundadas, se demitiram.

Chama-se a isso tirar consequências do que poderiam ter sido falhas em sistemas sob sua responsabilidade. Sobretudo, para que os governos não pudessem ser acusados de impunidade e não perderem credibilidade.

Mas isso era dantes. Agora, essas impunidades e credibilidades estão todos os dias nas bocas do mundo. E à vista de quem as quer ver, tratadas com suavidade ou severidade, no modo e na forma como são reveladas.

Estão em causa consequências para o país e para os cidadãos, cujos piores efeitos e consequências só muito mais tarde serão sentidos na sua totalidade. Agora, parece andar meio mundo completamente anestesiado.

A febre e a fome de dinheiro, uma doença e uma obsessão, já estão a matar muita gente, através das mais variadas formas de criminalidade encoberta e até sob pretexto de se estar a defender os que vão morrendo.

O melhor que a humanidade pode desejar, por agora, é que esta perigosa situação não descambe para poderes despóticos. Os sinais não são nada animadores. São mais evidentes, que o caminho para a democracia plena.  

Atualmente, vive-se na monarquia do dinheiro. Porque o dinheiro é rei e senhor dos destinos de todo o reino. Da faustosa vida da corte e dos seus cortesãos, à custa do sofrimento e da miséria de todos os súbditos.

Que o tempo volte para trás no sentido da reposição do que os tempos modernos têm roubado. Mas que o tempo faça esquecer de vez, todas as formas de vida desumana. Sem fome, com justiça, liberdade e dignidade.