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afonsonunes

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02 Nov, 2018

Operação Tanquês

Operação Tanquês

Ainda não é verdadeiramente uma operação pois, em boa verdade, antes de o ser, tem de ultrapassar a fase de montagem. Digamos que é uma operação que ainda anda escondida em cabecinhas que precisam de se juntar, de pensar muito e encher muitos tancos de ideias, antes de se atirarem para o teatro de operações.

Já sabemos o fim de muitas operações que ficaram célebres através dos tempos. Todos nos lembramos da operação submarinês, da operação sobreirês, da operação tecniformês, da operação bepeenês, nas quais os procuradores quase não procuraram nada, logo, não encontraram mesmo nada, acabando em operações que ficaram em águas de bacalhonês.  Mas também todos nos lembramos das operações em que os procuradores se fartaram de procurar. Depois, operaram tanto, que acabaram por mostrar que quem muito procura, por vezes não acerta uma. Foi o caso da operação pedofilês de tão triste memória para uns, os da tal casa, e de tão grande alívio para outros, os do pavilhão. Foi também o caso da operação freeportês que levou os procuradores, públicos e privados, a procurarem em todos os cantinhos do mundo e o mundo todo acabou por parir um rato para os braços de todos eles.

Agora, andam por aí procuradores, há anos, em intermináveis voltas ao mundo a procurar chegar, com a operação socratês, onde não conseguiram chegar com a operação freeportês. Há quem fale em vinganças de um alexandrês e de uma joanês, secundados por uma longa lista de colaboradoreses, de várias proveniências laborais, que tudo indica se fundiram em procuradores associados, que não conseguem mostrar o rato que ainda não foi parido. Também anda por aí uma operação pinhês, em que os milhões recebidos, parece que não foram oferecidos por ninguém. No entanto, há outras operações em que os milhões conheceram quem os deu e quem os recebeu e… nikles nada.

Agorinha mesmo o que está a dar é a febre de Tanços. Que tudo indica virá a desencadear a operação de costas, no seguimento de todas as operações que foram o gáudio mediático de outros tempos, mas ainda hoje patentes nos espíritos que, impunemente, inventam, denunciam, deitam foguetes e apanham as canas, em espetáculos deploráveis que ninguém ousa es-tancar. Espetáculo que só tem concorrência no que se passa no campo do futebol, em que vale tudo, mas mesmo tudo, desde que se jogue apenas em meio campo. E, escandalosamente, ninguém sabe nada, ninguém quer saber de nada, mas espera-se, ansiosamente, que chegue a operação de costas.

No dia de hoje, no Funchal, o nosso presidente, afavelmente, respondeu aos protestantes do Banif com a promessa de que ia ver o que se passava. É estranho como é que ainda hoje, há quem não conhece o que se passou no Banif. Por outro lado, também é estranho que o nosso presidente, ainda hoje, não saiba o que se passou com Tanços. Mas há problemas que ele resolve, prometendo ir perguntar o que se passa. Perguntar o quê e a quem? Não é ele que manda no seu país?