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afonsonunes

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13 Ago, 2014

OS CÁBULAS

 

 

Cá para mim os maiores cábulas do país são todos aqueles que, de viva voz, ou através da escrita, passam o seu ocioso tempo a repetir o que dizem os governantes favoritos, ou os chefes dos seus partidos.

Acabam por ser uma espécie de papagaios que apenas sabem repetir o que ouvem, com a agravante de meterem pelo meio da conversa, uns pios e uns ruídos que denunciam a incapacidade de ser claros.

Cábulas são os estudantes que não estudam. Mas também podem ser os trabalhadores que não trabalham. Uns e outros falam muito de trabalho mas é mais que evidente que vivem do trabalho dos outros.

Para os exames arranjam-se umas cábulas e lá se passa o ano. Para garantir o tacho das papas e descanso, arranja-se um amigo que passa uns papéis e já está. É por isso que isto está tão bom para eles.

Nem é preciso pensar na vida. Basta copiar ou digitalizar o pensamento de quem já fez o mesmo em relação aos seus contatos. Está tudo sistematizado. E hoje é o sistema que tudo determina.

Até Seguro diz que Costa anda a copiar as suas propostas e as do governo. Curiosa esta ideia. Nem Seguro nem o governo impõem as suas propostas. Seria ótimo se Costa fosse capaz de as impor.

O que era preciso, como diz a canção do Abrunhosa é, ‘vamos fazer o que ainda não foi feito’. Só se copia o que já está feito. Seguro e o governo batem sempre na mesma tecla. Costa terá de mostrar outra.

Seguro e o governo andam aflitos. Nota-se pelos nervosismos próprios e dos seus seguidores. Costa, se lá chegar, é uma incógnita. Seguro, no que fez, foi uma desilusão. Um bom parceiro de Coelho.

Quando se entra pelo caminho do ataque pessoal, mesmo do insulto, a razão já está perdida. A campanha está suja. Sobretudo, por causa dos estranhos que sentem o piso inseguro. O resto, o tempo o dirá.

Para já, os cábulas, andam numa azáfama doentia para espalhar a confusão. Para manter o que têm. Para que ninguém note o que lhes falta. Que é construir algo de novo e não zelar pelo que não presta.