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afonsonunes

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05 Jun, 2015

OS DOIS MAIS CAROS

 

Há muitas pessoas que ficam caras ao país, quer pelo gastam diretamente do orçamento, quer pelo que desviam do seu lugar. À vista desarmada, ou através de esquemas mais ou menos dissimulados. São bem conhecidas.

Mas há uma grande diferença entre elas. Há as que são perseguidas e as que são protegidas. Ora, por quem havia de ser. Por quem já é igualmente conhecido. Tudo gente que se trata por caros amigos. E andam por aí.

Na verdade, eles são caros em tudo. Talvez com exceção da amizade. É que ser amigo na obtenção do que interessa, pode não significar ter amizade pessoal e desinteressada, baseada no bom carácter de cada um.

O caro Pedro e o caro Paulo estão na fase boa da exploração daquilo que o carácter de ambos tem de melhor. Ambos são caros porque são únicos. Mas são ainda mais caros, quando cada um deles é barato para o outro.

Separados, eles podiam ser baratinhos, digamos que ao preço da chuva, ou até da uva mijona. Chuva e uva, dentro da sua época. E o país podia ficar mais barato ainda, para muita gente. Mas, com eles fora de época.

Porque, na presente época, há quem os acuse de estar a ‘matar velhos’. Uma acusação indigna e que vai contra todas as evidências de proteção. Até porque eles sabem que, se o fizessem, estavam a matar muitos votos.

Além do mais, seria inadmissível que houvesse caros a matar baratos. Tão baratos e tão fiéis, que já comem muito pouco e tratam muito menos da saúde. Só para que nada falte aos seus caros amigos. Muito caros mesmo.

Afinal, essa história caluniosa do mata velhos é igual à cantilena do ressuscita jovens. Que é mais ou menos assim: venham a nós, todos aqueles que mandámos embora. Entretanto, depois de Outubro se verá.

Mas, até lá, acho imensa graça à teoria de que o que soa bem agora, é um veneno, enquanto o que soa ao péssimo que temos tido até agora, é uma maravilha. Até parece que querem dizer que matar, foi bom para o país.

Caros amigos e caríssimas amigas. Deles, obviamente, porque de mim não querem nada, nem eu lhes dou nadinha. Todos os votos virão a ter dono no dia de D. Aníbal. Ele, sim, já não é caro nem barato para ninguém.