Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

 

O homem que há muito tempo diz que vai, mas vai ficando, indicou agora ao país qual o destino que merecem os quatro gémeos da política portuguesa. Como não deram nada, que vão agora em paz.

São gémeos exatamente porque, cada um à sua maneira, criou a imagem de um país igual à imagem de quatro gémeos vestidos de cor diferente, mas com as suas cabecinhas sempre em completa sintonia.

Cada um, senhor do seu partido, os quatro sempre a trabalhar para o bem dos seus quatro partidos. Daí que, segundo as ‘jardinices’ que habitualmente nos vêm da Madeira, o tempo dos gémeos já se foi.

Chegou a hora de aparecerem quatro génios que ponham termo a este descalabro. Talvez seja preferível dizer, a estes quatro descalabros, já que os quatro gémeos trabalham em concorrência.

Volta, não volta, Jardim dá uma na muche. É raro, mas quando acerta, acerta em cheio. Nenhum dos gémeos, tem génio suficiente para levar o país, não aonde Jardim quer, mas onde os lusos querem.

Passos e Portas já estão acabados, Seguro já está derrotado e Jerónimo sempre esteve de lado. Jardim, mesmo desclassificado, acabou por catalogar o estado de um país, onde nenhum foi feliz.

É verdade que todos tiveram momentos efémeros de sonhos fugazes. Mas o país acabou sempre com as insónias de pesadelos cada vez mais violentos. Agora, Jardim tem razão. Que se vá e que os leve.

Os quatro gémeos teriam assim a companhia de quem os criou. No entanto, para que o país e os portugueses respirassem de alívio, teriam de ir, os quatro gémeos, um degenerado e um génio calado.