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afonsonunes

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Venho agradecer publicamente a transformação que deram à minha vida, mesmo sem eu ter pedido absolutamente nada. É assim que se conhecem os verdadeiros benfeitores. Fazem o bem de olhos fechados. Sem cunhas.

Eu sei que vossas senhorias não são desses que se vendem por um sorriso de quem vos dá ou empresta dinheiro. Mas são capazes de prescindir de tudo o que têm para socorrer aqueles que como eu já mudaram de vida.

Tanto que eu gostaria de citar os vossos nomes mas sei que, se o fizesse, ficariam zangados comigo, pois não querem, nem precisam de propaganda. Tudo o que dão é com os pés. As mãos são só para receber.

Obviamente que tudo o que fizeram por mim, fizeram-no por todos os cidadãos do meu país. O nosso futuro coletivo está assegurado por mais trinta e cinco anos, no mínimo. Quem o diz não é gago, nem sabe mentir.

Por acaso eu ouvi essa garantia de um de vossas senhorias. Mas há quem já tenha ouvido essa mesma garantia de outro de vossas senhorias. E há quem já tenha escutado o tic tac de um relógio que não precisa de corda.

Portanto, não há que duvidar. Garantias não faltam e entre vossas senhorias todos servem maravilhosamente, de porta-vozes uns dos outros. Quando um diz, os outros repetem como o eco na montanha.

Nós até gostamos que seja assim. Aliás, estes ecos dão-nos segurança e as nossas vidas ganham outro sentido. Sentamo-nos no centro-direita de papo para o ar. Porque estamos a salvo. Com o aval da Europa.

Em Lisboa, há três oráculos que confirmam em uníssono o nosso bem-estar. O presépio de Belém, o S. Caetano da Lapa e o anjo do Caldas. Quem tiver fé, não é por falta de locais de culto que deixa de rezar.

Não é preciso perderem o seu tempo a recolher informações sobre a preponderância de uns sobre os outros. Está cientificamente provado que é exatamente a mesma coisa. Reze a qualquer um deles. Mas reze. Reze.