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afonsonunes

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E a coisa não podia deixar de ser, no momento atual que o país vive, senão a justiça que temos e a justiça que não temos. Não é que a coisa não seja útil, antes pelo contrário. É uma questão de cada um falar do que gosta.

A coisa agora mais falada é, sem qualquer espécie de dúvida, o desencanto, a condenação e até alguma raiva como, a propósito dos tristes episódios da autoria do primeiro-ministro, o país está a ser tratado.

Agregados a essas cenas foram já o presidente e o ministro da Segurança Social. Mas também os defensores, ou os que aplaudem até, essas cenas e esses procedimentos. Todos da órbita da governação, como é óbvio.

Mesmo tendo em conta que dentro dessa órbita há gradas figuras que não deixam de manifestar a sua discordância com as argumentações frouxas do presidente e do primeiro-ministro. E há quem lhes chame outra coisa.  

Para lá de toda esta agitação, há uma outra onda, esta muito mais limitada, que continua, e dali ninguém a tira, a substituir estes protagonistas, pelo herói insubstituível chamado Sócrates. Sim, herói.

A substituir, digo bem. Porque eles não falam da atual malandrice que indigna e perturba tanta gente atingida por quem detém o poder e não o dignifica, mas falam só de Sócrates, como se ele fosse o atual culpado.

É realmente estranha a atitude daqueles que neste momento não têm uma palavra para a situação criada pelos seus ídolos, amigos ou protetores. Mas têm-na para a repetição constante desde há vários anos.

E há tanta coisa ainda para contar. Coisas novas. O país já sabe tudo o que se disse sobre Sócrates. Que já não governa ninguém. Nem se sabe se, e como se governou. Mas Passos, e outros, não merecem que haja silêncio.