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afonsonunes

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Hoje é dia 5 de Outubro e as mais altas figuras do país, como vem sendo habitual, juntaram-se na Câmara Municipal de Lisboa para lembrar aos que se estão marimbando para a República, que aquilo que se passou há 108 anos, não foi uma jogada de politiquices igual àquelas que todos os dias a comunicação social nos oferece como sendo tudo o que domina a atualidade.

A Praça do Município neste dia 5 de Outubro, mostrou-nos de for mais que evidente, como jornaleiros, comentadeiros, tanqueiros e professores com o seu mestre professor e doutor a bolsar os haituais impropérios contra o governo. Com razão ou sem ela, há uma coisa que todos estes comemoradores lamentavelmente esqueceram. Foi o respeito pela República e pelas comemorações da sua implantação em Portugal.

E também, porque não, pelos mais altos representantes da República que certamente não foram ali para celebrar os desmandos, nesta ocasião, com as guerras de Tancos e dos professores. Há ocasiões para tudo.

Acompanhei as cerimónias pelas televisões. Todas, em uníssono, dedicaram todo o seu potencial a falar de Tancos, dos militares e do governo. No final, voltaram-se para os professores e para o seu delicado, educado e respeitador professor doutor, que exige respeito a todos aqueles que ele tanto respeita. Nada demais num professor que não leciona e num doutor em sindicalismo no seu apogeu.

Porém, aquilo que me encheu as medidas, foi a repórter da RTP que teve como única preocupação, durante todo o tempo da cerimónia, procurar quem lhe respondesse sempre às mesmas perguntas sobre um ministro e um governo que esta tanqueira gostava de demitir imediatamente. Sempre secundada pelos sectários comentadeiros levados ao local para descarregar a sua sobregarregada bílis.

Que as televisões privadas tenham comportamentos desse tipo, enfim, é lá com elas. Mas um organismo do estado, a RTP, ter como atuação normal o ataque sistemático ao governo e a quem mostra detestar, genericamente através de sectarismos em vários programas, onde o sangue azul de quem os cria e de quem os apresenta, faz com que tudo convirja para favorecer interesses que já têm raízes muito profundas que, se calhar, só eu é que descubro.

Em suma: a força dos fracos e dos inúteis reside no poder que alguém lhes dá, para desgastar o mais possível a imagem de quem faz, trabalha e consegue dar ao país tudo o que esses fracos e inúteis nunca conseguiram, nem conseguirão jamais.