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afonsonunes

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22 Jul, 2014

OS TRÊS ESTADOS

 

 

O presidente, o governo e o governador são os três expoentes máximos do estado sólido em que o país se encontra. Há outros sólidos, mas a sua influência fica muito dependente e aquém destes.

Não admira pois que os sólidos apregoem solidez por todos os poros. Os bancos são sólidos mas precisam de ir buscar um outro banco ao estrangeiro, para a missão de consultadoria. Com tantos que temos.

Sim, temos muitos e bons a ganhar balúrdios precisamente por isso. E até temos do melhor, um português, num grande banco de Londres. Mas não é esse banco que virá salvar o nosso sólido BES.

Só pode ser alemão, penso eu. Talvez parente da chanceler, digo eu. E afirmo eu, que será mais sólido que o bloco português. O bloco dos três e não dos dois. Porque o nosso trio da solidez não é comparável.

Estado líquido é que não temos. Mas temos os ilíquidos ‘drunks’ que veem tudo a dobrar na hora de empinar mais um. Tudo fiado, à boa maneira de quem já não pensa, senão em pôr os outros em seca.

A estes dependentes do estado líquido, normalmente, de elevados teores de álcool, antes ou depois de decisões importantes, sugeria uma receita muito simples. Consumam cerveja que é mais diurética.   

Mas, também temos o estado gasoso. Que se manifesta de várias maneiras, algumas delas bem conhecidas. O gasoso palrador e o gasoso ruidoso, com libertações superiores e inferiores. Um pivete.

Poderia acrescentar estados de alma, estados de espírito, estados de coma, etc. Temos políticos para todos os estados. Alguns têm bons jipes para levar a papelada para férias. Estou a vê-los exaustos.

Principalmente, aqueles que até as férias passam em coma induzido. O trabalho excessivo dá-lhes para isso. Depois, os assessores e os consultores, gozando de outros estados, repousam de papo cheio.

Portugal é um país em estado sólido. Os portugueses andam em estado de choque devido ao forte impacto da transição do estado faminto, para o estado de excesso de coelho. Sem lhe darem cavaco.