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afonsonunes

afonsonunes

25 Dez, 2015

Os vetos e os votos

 

Tenho a perfeita noção de que há sempre quem se incomode com o que lê. A mim não me acontece tal, pois quando a coisa não me cheira, passo por cima. Mas há uma coisa que não faço: é pretender condicionar o que alguém escreve.

Gosto muito de votos, especialmente quando o país respira votos por todos os poros. E agora que está a chegar ao fim esta alegria esfusiante que muita gente exalta como sendo o perfume desta época, distraído, quase esquecia os votos.

Pois bem, aqui estou eu a penitenciar-me, enviando os meus melhores votos de boas festas à medida dos desejos realizáveis de cada um. Sim, pois não adianta dizer que tenha muita alegria a quem não tem motivos, nem para sorrir.

O mesmo acontece com o facto de se desejar que seja muito feliz no Natal, a quem não sabe o que é isso há muito tempo. Não adianta criar ilusões a quem só tem desilusões. E porquê ser alegre e feliz apenas nesta época e não noutras.

Mas, deixando de lado estas tretas, eu não podia deixar de trazer aqui estes votos. Até porque não quero incomodar, ou enervar, ou inquietar alguém, muito menos nesta época festiva, com essas coisas de votos metidos em urnas.

Nem quero mais falar dessas coisas, até porque elas persistem em causar danos na disposição de quem quer ser alegre e feliz nesta época. Deixo aqui a promessa de que, votos, até ao fim do dia de hoje, não quero mais saber deles.

Além disso, há ainda outra coisa que, do mesmo modo e pelos mesmos motivos, vou igualmente abolir do meu palavreado. É o veto, obviamente. É que o voto também pode ter o seu veto. Longe de mim a intenção de provocar confusões.