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afonsonunes

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Dia 10 de Junho, dia de discursos, cheios de palavras, muitas palavras, muito bonitas para muitos, que gostam muito de ouvir aquilo que vai ao encontro do que lhes vai na alma.

Discursos comentados nas caixas de comentários nos tons mais inflamados escritos certamente por muitos daqueles que normalmente não vão votar.

Mas que gostam de ouvir quem diz que tudo está mal, que tudo vai de mal a pior, que escrevem coisas como ‘popolistas’, elogiando quem lhes satisfaz a mente ignorante ou empobrecida.

Que não sabem que quem aparece numa oportunidade de terem um palco único na vida, até é capaz de dizer o contrário daquilo que sempre mostrou na sua vida profissional de uma pobreza intelectual penosa.  

É fácil falar para gente que nada faz para modificar aquilo que apregoa e pensa. Acena-se-lhes com o xarope de vidas fáceis e milagrosas iguaizinhas aos corruptos que são todos os que vivem melhor que eles.

Mas também é fácil a quem tem responsabilidades atuais, lançar para o ar bálsamos palavrosos de uma indefinição que ilude, deixando que os menos atentos e menos conhecedores pensem em quem não devem.

Discursos para dar ilusões de riqueza a quem nunca quis fazer nada para que saísse da miséria, é deitar poeira para os olhos de quem vai ficando cada vez menos disponível para exercer o seu direito de voto.

Motivar e consciencializar não é coisa que se faça com bota abaixo, com raivas contra tudo e contra todos, porque sempre houve pessoas sérias e pessoas que atropelam quem os tolhe de serem o que querem.

Motivar e consciencializar é falar seriamente dos problemas reais e das possibilidades reais de os resolver, apontando caminhos que todos os cidadãos possam percorrer, sem a demagogia das soluções igualitárias.

O 10 de Junho não pode ser a ostentação de um luxo de milhões para iludir e motivar quem vive com muitas dificuldades para ter e manter uma família com as condições consideradas para vidas normais.

O 10 de Junho não devia servir para mostrar populistas exacerbados a excitar ódios e rancores contra quem, se não fez o que devia, que se lhes aponte o dedo, para que não pague o justo pelo pecador.

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