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afonsonunes

afonsonunes

05 Mar, 2015

PASSALHADA

 

Podia ser o nome da mais recente novela política onde se destacam figuras notáveis da nossa novel performance governativa. Ou, o que vai dar no mesmo, da novel fórmula de viver esta espécie de democracia.

Passalhada podia também significar que até a crescente paçalhada, que só nos não leva à gargalhada, porque ainda não entendemos bem o que nos querem fazer os paçalhos, ou passalhos, depois dos seus grossos delírios.

O seu reportório é tão exíguo que se baseia exclusivamente no lendário e temível Crasótes que, apesar de uma ou outra mensagem redentora, está em hibernação indefenida. Mais indefinida que a do indefinido Vacaco.

No entanto, muito bem definida pela Passarada mais contundente e mais Passada, sempre efusiva nos seus aplausos de pé, logo que o Passarão Passalho se atira ao irreverente Crasótes. Que fala até com rolha na boca.

O grande problema do Passarão, do Vacaco e da passarada toda, dos mais obedientes serviçais, aos mais ignorantes batedores de palmas e chapeladas, não conseguem descobrir um meio eficaz de abafar Crasótes.

Se pensam que o calam com a mobilização de todos os grandes pássaros para a divina comédia diária dos ‘media’ estão enganados. Nem com todos os galos a cacarejar dos seus altos poleiros. São apenas passarada.

Isto está mesmo num ponto em que a miséria social já está a ser ultrapassada pela miséria moral. Para a passarada, isto é um sinal muito positivo, pois significa que o país está melhor, isto é, com menos fome.

Perguntar-se-á quando é que isto se resolve. Fácil, muito fácil mesmo. Crasótes só se cala, quando Passarão decidir confessar os seus erros, para que se lhe reconheçam as tão apregoadas virtudes. Senão, Passalhadas!