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afonsonunes

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23 Mai, 2015

PASSOS CANSADO

 

O novo lema de Passos é agora, devagar devagarinho, já que não lhe agradou mesmo nada a aceleração de Costa. Costa que estava andar ao ralenti quando assumiu o comando do partido. E a maioria delirou.

Realmente, esse andamento foi, durante muito tempo, motivo para a maioria festejar a sua falta de ideias, de medidas e de programa. Muito se falou em incapacidade, em incompetência, em falta de alternativa.

Afinal, Passos é que não aguentou a pedalada. Vem agora dizer que não tem pressa de apresentar as suas ideias, e as suas medidas. Nem para mostrar o seu programa. Que, como diz, os portugueses já conhecem.

Talvez não tenha é resposta para a alternativa agora apresentada, que Passos sempre assegurou que não existia. Mas ela aí está. Boa, assim-assim, má, ou muito má, mas ela existe. E Passos nem consegue destruí-la.  

Começou por exigir que outros organismos a avaliassem. Sinal de falta de competência sua e da sua equipa governamental. Depois, apenas uns assomos de críticas pontuais, as velhas, repetidas e costumeiras mentiras.

Se o programa de Costa não podia esperar, o de Passos pode ficar por lá. Sem pressa, devagar, devagarinho, que as eleições ainda estão longe. Talvez com fundada esperança de que Belém não anuncie a boa nova.

Como ‘as pessoas sabem com o que contam do PSD’, a tranquilidade e a falta de andamento, estão perfeitamente justificadas. Mas, as pessoas podem pensar que não contam com o PSD para continuar a martirizá-las.

Por vezes, há quem desconheça que, para contar com algo, ou com alguém, é essencial saber fazer contas. E as pessoas, de um modo geral, sabem como as contas lhes têm saído erradas. Basta o, noves fora, nada.

Daí que, devagar, devagarinho, pode acabar em paragem. A falta de ritmo é um perigo para quem arranca tarde. Não se pode aspirar a ganhar corridas, sem andamento, sem coração, sem genica. Apenas à espera.

Sim, à espera de um empurrão em cima da meta. Talvez de um corta fitas qualquer. Mas, as fitas de uma meta, não são as fitas de uma inauguração. A diferença está na tesoura e no peito. E sem peito, não há vitória.

De tudo isto, resta uma dúvida que continuará a subsistir, pois não há explicador que a esclareça, nem desenhador que a desenhe. E essa dúvida é, simplesmente, se Passos já está muito cansado, ou muito descansado.