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afonsonunes

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21 Set, 2016

Passos e a nega

 

Uma nega é sempre uma coisa muito chata. Principalmente, depois de se ter feito um grande alarido ao feito que ia realizar. É dos livros. Sejam eles sobre sexo ou sobre as aventuras políticas de falhados que tentam recuperar aquilo que tão penosamente perderam.

Passos julgava que ia botar figura ao acompanhar um amigo, ou simplesmente um bom companheiro, num ato deplorável de que só se apercebeu depois de lhe lembrarem toda a sujeira que ia apadrinhar.

Ao que diz, tomou essa decisão depois de ler o livro e verificar o conteúdo que, afinal, não era o que ele pensava. E vai daí a razão da nega. Confirmação de que só dá uma nega quem não está preparado para fazer aquilo que teria muito gosto em fazer.

É verdade que, por vezes, se vai com tanta sede ao pote… e depois… sai uma arreliadora nega. Uma deceção para quem dá a nega e uma desilusão para quem estava à espera de obter um desempenho superior. Afinal, o desempenho que seria esperado de um bom cavalo e sai uma nega de sendeiro.  

Como diria o outro: é a vida! Mas, agora, parece que está tudo bem. O Coelho recuperou o bom senso e o Saraiva compreendeu a nega. Não há nada como fazer de conta que, no fim de contas, não aconteceu nada de especial. Todas as negas têm uma justificação. Mesmo as mais chatas.