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afonsonunes

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Quando se não é muito claro, importa traduzir quanto antes. Passos é um ponto, sem dúvida. E um grande ponto final. Portas era uma vírgula no contexto do governo. Uma espécie de menopausa na vida de um governante abstrato.

No caso do Banif, foram dois pontos: Passos e Portas. Que nada acrescentaram a esse sinal que pedia uma descrição tão necessária, quanto urgente. Mas, a menopausa de um, contagiou a sonolência do outro. Assim, nada podia nascer.

E nada nasceu de facto, não sendo necessária qualquer intervenção durante anos, porque não havia gravidez de risco. Infelizmente, surgiu um abominável aborto. Tolerado por Passos, recusado por Portas, odiado por Montenegro.

Passos, um afogado, na piscina, ainda levanta o braço a pedir socorro. Costa, sem hesitar, lança-se à água e pega-lhe na mão, puxando por ela até sair da piscina. Mais tarde, Passos agradece. Portas e Montenegro viram outras mãos.

Não foi Costa que deu a mão a Passos para o salvar, foi Passos que deu a mão a Costa, salvando-o de morte certa. Agora, toda esta comédia, vira novela das presidenciais. Afinal, o Banif não teve dois pontos. Costa foi o terceiro ponto.

Mas, há candidatos e candidatas que confundem o que é um ponto final, com um ponto e vírgula e até com um ponto de exclamação. Os dois primeiros foram pontuação inútil e o terceiro só teve tempo de exclamar que nada podia fazer.    

De consensos de regime, ideia tão velha e inútil, a confusões de alhos com bugalhos nas funções do novo eleito, tem de tudo esta campanha presidencial. Isto parece uma campanha de calçadas e descalçadas. De calçados e descalços.

Portanto, tudo está a correr lindamente. A geringonça funciona, ao contrário da cangalhada que, de cada vez que se ouve, mais escangalhada se mostra. Para cúmulo, a campanha já deixou de ter direita. Já são dez contra ninguém. Ótimo!