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afonsonunes

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Tinha a carta mas não a mostrava a ninguém. Contudo, tinha essa carta bem escondida, não fosse alguém julgar que aquilo era um documento falsificado. Verdade, verdadinha, é o que fez e disse até agora, sem carta.

Conduzir sem carta é crime. E ele todos os dias conduz o país para uns degraus mais abaixo do nível em que o recebeu. Mas, pelos vistos, isto não só não é crime, como ainda merece uma condecoração muito breve.

Quando prestou provas de condução para dirigir o país, jurou tanta coisa que a memória se lhe varreu completamente. É que nunca pensou que tivesse uma memória tão limitada. Agora, a carta acaba de ser cassada.

Tanto Passos como Portas estão agora perante mais uma missão impossível para esconder o óbvio. Lançar acusações sobre quem não precisa sequer de se defender. Pois ainda há quem tenha boa memória.

É sabido que eles recusaram o PEC4. Um plano anual de estabilidade e crescimento. Trocaram-no por um plano de estabilidade. O crescimento, desapareceu logo, até do nome. Deixou de ser plano. Foi-se a estabilidade.

A governação passou a ser uma brincadeira de gente muito jovem. Gente que brinca com o ioiô, para lhe servir de mote ao que faz com o país. Só que o ioiô de Passos e Portas não sobe, vai sempre para baixo, para baixo.

Portas mete Soares na chamada da troika. Soares não queria a troika. Sócrates fez tudo para a evitar. Passos e Portas tudo fizeram para que Sócrates tivesse de a chamar. Portas e Passos são mentirosos compulsivos.

Mas, à cautela, já estão a acautelar o seu futuro para que não se repita o grande erro de Sócrates. Meteu-se com os maiorais da justiça, como está à vista. A ministra da justiça já está a providenciar que tal não se repita.

Apesar de que nem seria preciso tal generosidade. É só comparar os casos Freeport, Face Oculta e Marquês, com os do Portucale, Submarinos e Tecnoforma. Obviamente que os meios não chegam para todos. Depois…

Claro que Passos tem a carta. Tem carta-branca para tudo. Julga que as cartas em branco não dizem nada a quem o topa de ginjeira. Mas a cada dia que passa, há cartas que vêm à luz do dia e dizem o que ele esqueceu.