Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

17 Jul, 2015

PEDRO, O GRANDE...

 

Depois de toda aquela narrativa de Pedro, o grande, contada a Clara de Sousa na SIC e aos portugueses que se dispuseram a vê-lo e a ouvi-lo, eis que Ronald Tusk, Presidente do Conselho Europeu nos mandou um alerta.

Afinal, não foi o nosso Pedrinho que desbloqueou aquela borrasca que estava a mandar a Grécia para o sítio que a gente sabe. O salvador da Grécia e da Europa foi, na verdade, Mark Rutte, modesto PM da Holanda.

Modesto porque não só, não veio emplumado a exibir os seus dotes de criador de ideias, como não foi idiota ao ponto sequer de desmentir o grande mentiroso. E mentiroso não é com certeza o presidente do CE.

Nada de surpreendente. Quem tem passado a vida a mentir e a ocultar verdades comprometedoras, é natural que já nada o impeça de continuar assim, até que, sei lá… tenho alguma dificuldade em terminar a frase.  

Pedro, o grande, nunca poderá entrar numa narrativa séria, mesmo que seja a comparação com quem tanto tem humilhado. Poderá, sim, ficar a fazer parte de uma lenda, mas uma daquelas lendas de triste memória.

Por exemplo, a lenda de Pedro, o grande mentiroso compulsivo. Temos constatado que ao longo dos anos, a nossa história política está repleta de políticos mentirosos. Mas não há memória de mentiroso tão obsessivo.

E também tão descaradamente pretensioso na mentira. É que ele estará convencido de que a sua teatralidade, que chega a atingir o ridículo, lhe dá motivos para que alguém acredite que ele é sincero no que diz e faz.

Há sim, quem esteja interessado em que ele convença alguém da verdade das suas mentiras. É assim o seguidismo do sujo jogo político. Todos os políticos, mesmo os mentirosos, todos eles, têm os seus seguidores.

Porque, tal como entre os políticos, também há cidadãos que, não sendo políticos, ou são mentirosos, ou vivem das contínuas mentiras que os seus ídolos repetem até à exaustão. Depois, os outros cidadãos, que se lixem.