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afonsonunes

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19 Nov, 2014

PERGUNTADORES

 

As audições de personalidades nas comissões parlamentares de inquérito destinam-se a que os deputados façam perguntas sobre casos políticos ocorridos e que lhes tenham suscitado dúvidas na sua resolução.

Portanto, os deputados devem ser, antes de mais, perguntadores claros e concisos, deixando respostas e dissertações para os seus respondentes. Todas as deduções e conclusões devem ficar para o relatório final.  

Acontece que os deputados fazem de cada pergunta, uma fastidiosa dissertação, cheia de inúteis repetições sobre visões partidárias destinadas à opinião pública, através daquele palco visto em todo o país.

Tais perguntadores obrigam os seus respondentes a permanecerem ali horas a fio a ouvir, quando o que se pretendia era ouvi-los a eles. Bastas vezes, uma pergunta de minutos, tem resposta em poucos segundos.

É assim que as comissões parlamentares de inquérito se transformam numa longa e interminável seca que, além de não esclarecerem nada, custam muito dinheiro ao país e é pura perda de tempo para quem ali vai.

Porque cada intervenção de muitos dos deputados, não é mais que uma sessão de propaganda partidária, quando não de reposição de todas as campanhas de má-língua que passam de fora para dentro da Assembleia.

Mas, tudo poderia ter alguma compreensão, se os relatórios saídos dessas comissões, refletissem a verdade. Mas não, pois cada partido tem a sua verdade e não abdica dela. Tudo inútil. Uma mentira para esquecer.

Uma vergonha, quando uma maioria se dispõe a impor a sua versão, falsa versão, em relatórios que, felizmente não servem para nada. Pois se servissem, mal estaria o país onde já há tanta falsidade escondida.

Outra vergonha, mas essa às escâncaras, são as despesas da Assembleia da República. Prejuízos escandalosos. Por causa do TC, diz o gestor. Ou por falta de austeridade que anda por ali? Ou por causa do refeitório?