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afonsonunes

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18 Jan, 2017

Picadas da mosca


Hoje é o dia do riso e, confesso, não tenho feito outra coisa desde que acordei, ainda o sol não tinha nascido. Mas já tinha nascido a graça da mosca que, com todas as suas ganas, pica aí por tudo o que é comunicação social.
No entanto, estranhamente, não ando picado da mosca, nem tão pouco ando muito preocupado com as graças, sem graça nenhuma, de muitos dos cartoonistas da nossa praça. Quando abro a página inicial do sapo topo logo com uns bonecos que, longe de me fazerem rir, normalmente, contribuem para que o meu dia não seja lá grande coisa.
Oiço as notícias da Antena Um às oito e lá vem a mosca a dar uma picada que não me aquece nem me arrefece. E por aí adiante, onde quer que eu procure qualquer coisa informativa de útil. Mas, infelizmente, fico com cara de estar com a mosca. Talvez até porque tenho uma entranhada aversão a bonecada que não é mais que uma nódoa onde é despejada uma borrada qualquer que, quase sempre, tem por finalidade, procurar fazer gracinhas políticas de mau gosto.
Para gracinhas dessas, já bem bastam as calinadas de mosquitos políticos profissionais. No entanto, essas, com muito mais frequência, me dão o prazer de boas gargalhadas, dada a distância que vai da realidade que eu vejo, até à pretensa aldrabice que os calinos me pretendem impingir.
Esses imprescindíveis calinos sim, e mais aqueles que lhes seguem devotadamente todas as aventuras, conseguem dar-me, graciosamente, a sensação de que estão picados por moscas negras e azuladas, gordas, a rebentar pelas costuras, prestes a 'deslarvar' em qualquer porcaria do gosto das vulgares varejeiras.
Obviamente que isto não devia ser conversa para o dia do riso. Mas não tenho culpa nenhuma de ser picado sem a minha autorização. E confesso que não estou vacinado para ficar imune a tanta pouca vergonha que me põem na frente. Enfim, no meio de tudo isso, ainda se arranja uma boa risada.