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afonsonunes

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19 Dez, 2015

Podemos

 

Para já, os portugueses só podem dizer, podíamos, pois não fizeram ou não quiseram fazer outra coisa. Já os espanhóis, ainda podem dizer, Podemos, pois só amanhã vão decidir se podem mudar, ou se querem ficar com o que têm.

Mas são os espanhóis que vão puxar pela cabeça, sem terem o seu rei armado em paizinho, a dizer aos seus filhotes que sigam os seus recados, se não querem vir a ser castigados pela sua infidelidade à realeza de que todos fazem parte.

E, ao que parece, não lhes apetece mesmo nada ver sair-lhes na rifa das eleições de amanhã, uma solução à portuguesa. Não porque a consideram um atropelo à democracia, ou um roubo de assaltantes contra velhinhos indefesos, como cá.

Simplesmente, porque querem uma solução espanhola e não a cópia de uma portuguesa. Orgulho e preconceito, talvez, porque os portugueses são os seus vizinhos da cave. Porém, pode acontecer que tenham de aceitar esse castigo.

No entanto, há uma lição que nós já lhes demos com todo o carinho e consideração. Nós não temos um rei que olha os seus súbditos com ares de quem não liga. Temos um presidente que manda bons recados aos portugueses.

Não temos um rei que não liga nenhuma ao governo, permitindo que governe como muito bem lhe apetecer. Temos um presidente que está sempre de olho vivo, à espreita, para ver se alguém desvia o olhar para algo que ele lhe nega.

Até parece que os espanhóis têm um rei que se está nas tintas para os partidos, pois não é capaz de lhes mandar uns recados que sejam pistas para bem exercerem o seu direito de voto. Não quero pensar que o rei ande distraído.

E também não quero pensar que o rei não vai permitir que suceda o mesmo que em Portugal. Porque o rei gosta de Portugal. E a rainha também. Mas tenho cá para mim, que são demasiado condescendentes com o governo e os partidos.