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afonsonunes

afonsonunes

04 Mar, 2015

POETA, EU?

Poeta, eu?

 

E depois de tudo isto

Nada soa de Belém       

Sobre Passos a ser visto

Um Zé pior que ninguém

 

Claro que sou tanto poeta, como Passos é um governante que assume tudo o que fez e esclarece tudo o que insiste em afirmar que não fez. No entanto, Passos é muito melhor poeta que eu. Só que ele não sabe rimar.

Podia escrever um poema em que entrasse o Sócrates. Mas não é capaz. Porquê? Porque depois não é capaz de arranjar uma palavra que rime com ele. É difícil? É, porque nunca filosofou, nem nunca foi um Hipócrates.

Quando a gente não sabe, ou não pode chegar com a língua onde quer, está calado. Passos não é capaz de estar calado e anda á volta de Sócrates sem ser capaz de lhe citar o nome. Será que lhe queima os lábios? Talvez.

Mas há uma coisa muito esquisita. Se é a Sócrates e aos seus erros que se refere, deve ter informação privilegiada, pois essa matéria não é conhecida fora do âmbito da justiça. Mas Passos já sabe os erros próprios.

Portanto, o que se lhe exige é que fale dos seus e não dos alheios. De resto, tudo o que diz sobre si próprio é nada. E o que diz sobre o alheio já cá tardava. Foi assim que chegou ao tacho e já está a tentar o mesmo.

Seja qual for o desfecho do seu caso e o de Sócrates, nada muda a sua própria e evidente falta de seriedade contributiva, bem como a falta de seriedade ao querer desculpar-se com quem não pode defender-se.

Já sabemos que em certa política, a seriedade é muito pouca mas, do mesmo modo que em certa justiça, bem como no futebol, onde costuma dizer-se que só no fim do campeonato se fazem as contas dos pontos.

Há ainda muitas contas para fazer, já que este campeonato só agora começou. Mas, se Passos não quer ver a sua vida estendida ao sol, que faça o mesmo em relação à dos outros. A sua roupa não é a mais branca!

 

Roupa suja só a usa

Quem não quer ser asseado

Também suja quem acusa

Sem olhar o seu telhado