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afonsonunes

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Em primeiro lugar é natural que a cabeça doa a quem mete nela, coisas que não devia. Em segundo lugar, também pode doer, devido aos muitos anos em que foi usada sem os necessários cuidados na sua arrumação.

Mas há muitas razões mais, para que haja cabeças com problemas próprios, que afetam a cabeça de muitos portugueses. Por exemplo, a doença de Alzheimer que, dizem, cresce muito rapidamente em Portugal.

E dizem também que os portugueses são muito tolerantes com a idade, imagine-se, de quem desempenha o cargo de Presidente da República. É sabido que não há vacina para isso. Logo, a idade pode não ser um posto.

É natural que as pessoas mais idosas sejam mais vulneráveis, daí a necessidade do recurso à reforma. Mas há quem a não queira e prefira correr o risco de meter água, mesmo que ponha o país a pão e laranjas.

Hoje, dia mundial da água, há cabeças inundadas de ideias que o país não pode conhecer. Seria uma catástrofe. A velhice tem destas coisas. Sabe-se demais, mas já não se pode fazer nada. Falta sempre um centímetro.

Se fosse um homem mais novo, teria vários centímetros disponíveis. Até podia encher chouriços sem o risco de aparecer com botulismo. Porém, agora, até podia dar uma ajuda à coligação fazendo arruadas com ela.

É muito diferente Passos ir para uma arruada (com o Portas a visitar lares de velhinhos) apenas protegido por um rancho de jotas, ou ver-se com o presidente, mesmo idoso, com toda a segurança presidencial. É cómodo.

Assim, a campanha está uma dor de cabeça. Passos bem se bate a uma ajudinha presidencial. Não sabe o que o presidente tem na cabeça para usar na segunda-feira, mas sabe que é mesmo aquilo que lhe interessa.

Vai ser uma pena que, segundo a meteorologia, domingo seja um dia de chuva. S. Pedro não devia fazer essa desfeita ao Pedro. Farto de meter água e ter de ir meter o voto de guarda-chuva na mão. Que incómodo.

É só mais uma dor de cabeça. Com uma das mãos ocupadas, até pode meter a cruz no amigo Jerónimo. Ou, pior ainda, procurar outra mãozinha para suprir a falta da do guarda-chuva. Ai Pedro, se te falta o Cavaco…