Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

18 Nov, 2015

Porque sim

 

Estando o presidente a ouvir personalidades com vista à formação de um novo governo, chego à conclusão que vai demorar anos a concretizar essa difícil e complicada tarefa. Porque todos os votantes são personalidades.

Não me parece justo nem razoável que assim não seja. Não há personalidades de primeira e de segunda ou terceira. Se são as personalidades que vão ser decisivas para formar governo, quero ter voz.

E, como eu, os milhões de portugueses no seu perfeito juízo. Só os coitadinhos podem aceitar esta treta de ser apenas uma dúzia ou duas a aconselhar o presidente. Isto, na hipótese de ele se deixar aconselhar.

Portanto, vamos ser chamados a Belém. Não se pode prever quando. Mas talvez seja por ordem alfabética. É a única maneira de não haver prioridades escondidas, nem favores às personalidades mais gradas.

Prevejo que a solução escolhida será um governo de iniciativa presidencial. Só com um pequeno problema. É que a demora nas audições conduzirá à anulação das presidenciais, continuando o atual em gestão.

Assim, o presidente em gestão nomeará um governo de sua exclusiva responsabilidade. A dirigi-lo, Paulo Portas, tendo como vice Passos Coelho. Esta solução visa calar a oposição, pois assim não será o chumbado na AR.

Quanto aos restantes ministros podem continuar todos. Mas, atenção, nunca nas mesmas pastas. Assunção Cristas assume as Finanças e Maria Luís passa para a Agricultura. Mota Soares troca com Marques Guedes.

E por aí adiante. As grandes novidades passam para os secretários de estado. Entre eles estarão, Marco Costa, Carlos Amorim, Luís Montenegro, Nuno Magalhães, Nuno Melo, Telmo Correia e tantos outros que tais.

Esta segunda vaga de brilhantes oradores têm como nobre missão o ataque constante e ultra ruidoso à esquerda, para que não lhes seja sequer permitido discutir as brilhantes decisões da legislatura anterior.

Espero que ninguém me pergunte, porque será isto que vai acontecer. É que a resposta é tão simples que até tenho vergonha de a dizer. Mas aí vai. Isto vai ser assim, porque tem de ser. Isso vai ser assim, porque sim.