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afonsonunes

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23 Fev, 2016

Portas por lá

 

Paulo Portas aproveita esta dupla oportunidade para se despedir do partido do táxi milionário. Em primeiro lugar, férias destas não se podem desperdiçar. Em segundo lugar, seria terrível suportar estes dois dias.

Mas há ainda um motivo suplementar e muito especial. Na conveniente impossibilidade de levar a sua companhia preferida, a sua querida bandeirinha de lapela, deixa que a sua sucessora o faça esquecer por cá.

Obviamente que hoje há tecnologias que substituem quase tudo. E não faltarão mensagens de lá para cá, e de cá, para lá. Coisa que não acontecerá com o solitário e inconsolável Passos, a pagar a fatura sozinho.

Um, passará estes dois dias de angústia a pensar como foi possível que alguém fosse agora tão cobardemente político ausente, enquanto outro se orgulhará de pensar, aguenta aí, que eu já me safei dessa vergonha.

Mas, deixa lá, pá, sempre foste um vice tão fiel e tão competente, como tão irrevogável, que acabo de quase fazer desabar o Parlamento com o histerismo dos nossos seguidores. Fui além da verdade, mas desopilei!...

Já que tenho uma voz tão maviosa, sou já o ícone de uma época, dita do passismo ou do passadismo, além de equilibrador de uma geringonça política, tenho de ser tão magnânimo que seja capaz de te perdoar tudo.

Se me permitires, dou-te um conselho de amigo ausente. Não tenhas pressa em voltar. Ou, quando o fizeres, vem de submarino. Os tempos estão muito instáveis. Depois vou dar-me muito bem com a tua sucessora.

É verdade que fomos os dois responsáveis pelo belo e feliz país que deixamos aos intrusos. Ambos ganhamos o ouro que os bandidos vão gastar. Mas não te preocupes. É uma boa ocasião para me livrar de ti.