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afonsonunes

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Esta onda de sede de poderes levou-me a olhar com especial atenção para a conjugação do verbo poder. Já tenho abordado o poder, substantivo, mais concreto do que abstrato, dos políticos no panorama partidário.

Deixo a gramática, antes que lhe dê algum pontapé de ignorante, e vou para a moda do que podemos, ou não nos deixam poder. Como não sei falar espanhol nem grego, vou direitinho aos, podemos, portugueses.

À primeira vista, parece que temos, podemos e anti, podemos. Dos partidos com mais idade, há dois que já disseram, não podemos nada. Cá no meu entender, isso deve-se ao facto de já poderem bastante agora.

A questão que se coloca nesta altura é, se precisamos de, podemos, para mudar o que se diz por aí que está mal. Parece-me que não. Para já, com ou sem, podemos, eu não tenho dúvidas de que nunca vou poder nada.

Isto é: eu posso fazer alguma coisa, sozinho? Com certeza que não. Mas o que podemos, se formos muitos, é fazer, nos partidos atuais, o que querem os do, podemos. Porque dentro deles, sempre quiseram poder.

Ora isso, quer queiram quer não, os que querem, podemos, querem o mesmo poder. Depois de lho darem, vão acabar por se tornar iguais aos outros. Portanto, partidos velhos ou partidos novos, é tudo igual ao litro.

Mas, os partidos são essenciais para disputa do poder. Então, fora com quem está a mais nos partidos já existentes. Dentro deles, haja quem mobilize os úteis ao país e mande os inúteis a ver se chove lá fora.

Qualquer dia teremos mais partidos que freguesias. Lá fora, já é quase assim. Mas isso não melhora a qualidade da democracia. Só aumenta o número de franjas em manta rota. Ideias variadas, sim. Grupinhos, não.