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afonsonunes

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12 Mai, 2020

Preparemo-nos

Dois meses depois do assalto que o pandémico vírus levou a cabo ao nosso país, depois de já ter deixado para trás um rasto de destruição de vidas em países com muito melhores condições que nós para o atacar, país pobre em meios mas muito rico em gente que sabe o que é lutar contra inimigos traiçoeiros invencíveis nas primeiras batalhas.

Dois meses depois desse assalto houve que preparar tudo, mas mesmo tudo o que era preciso, em todos os sectores da sociedade, num trabalho muitas vezes às apalpadelas, seguindo escrupulosamente os pareceres de instituições internacionais mais experientes e mais competentes, embora também surpreendidas pela violência e surpresa dessa pandemia.

Mas o tempo de reação não permitia sequer pensar, pois era necessária ação imediata, tais eram as falhas encontradas no avanço vertiginoso desse inimigo implacável. Como ninguém estava preparado, ninguém se atreveu a criticar abertamente o que as entidades que iam organizando e combatendo tiveram de implementar de imediato.

Houve até referências elogiosas dentro e fora do país, à forma como este se foi organizando e aos resultados que, de dia para dia, comparados com os que se viam na rápida conquista de terreno lá fora, prometiam menos dureza e menos efeitos devastadores na saúde dos portugueses apanhados nessa onda assustadora.

Passados dois meses é triste verificar que começam a levantar-se vozes de gente que sabe tudo, mas só depois de tudo acontecer, encontrando erros e falhas, algumas delas tão estúpidas como quem as levanta, sobretudo por esquecerem que se seguiram procedimentos que partiram do zero e foram evoluindo à medida que se foram ganhando novos conhecimentos.

À medida que o tempo for avançando, mesmo que o relativo e possível sucesso se vá verificando, aumentarão os críticos da treta, os políticos ressabiados, os sindicalistas egoístas e radicais, os ignorantes natos ou especializados em bota abaixo. Gente, algumas pessoas de organizações e corporações, que julga que os governos são o seu mealheiro ou o seu banco, ou ainda portugueses que julgam que o país é a sua enorme pocilga em que as pias têm de estar sempre a vazar para fora. Para satisfazer o seu insaciável desejo de comer. O seu vício de vomitar os seus excessos.

Preparemo-nos pois para esta mais que provável realidade. Que já começa a aparecer em alguns dos comentadores, uns profissionais outros principiantes, nos órgãos de comunicação social, desejosos de mostrarem a sua obrigação, própria ou imposta, de se salientarem contrariando o bom senso de quem o faz seriamente e dentro da verdade dos acontecimentos.

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