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afonsonunes

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02 Jul, 2015

QUE MAÇADA

 

Assim, a coisa começa a não ter graça nenhuma. Já há dias que não se fala noutra coisa que não tenha a ver com as aventuras do Big Mac, do seu ex chefe Menezes e agora, vejam só, esta maçada incrível de Macedo.

Assim não vale, senhores do PSD. Estão a tirar o protagonismo de Sócrates nas notícias. Claro que em tempo de super campanha eleitoral, isto é pôr o PS em clara desvantagem. E começa a questionar-se quem é mais sério.

Ora, até há poucos dias a malandragem andava toda no PS. Agora, talvez porque a coligação assumiu o comando nas sondagens, também assumiu o comando na malandragem. Que, sendo maior, até pode ser melhor.

Até porque conta com uma diversidade e uma quantidade que faz o orgulho de toda a nata política do país. O que é bom é para se mostrar e, sobretudo, para se desfrutar. Mesmo sob um bom chapéu de abas largas.

Esta disputa dos dois grandes contendores, PS e PSD, está a deixar o pequeno CDS à beira de um ataque de ciúmes. É público e notório que o seu maior, não gosta de ser pequeno em nada. Nem mesmo nesta coisa.

Pois, nesta coisa de se esquecer que também quer ser igual, se não puder ser maior no protagonismo em questão. Que mais não seja, na proporção da dimensão relativa dos três. O que não tolera é ficar na obscuridade.

Porque, uma coisa é usufruir da sombra protetora do grande chapéu, de que não prescinde, outra coisa é ficar na obscuridade que faz esquecer. E o CDS quer ter a sua liberdade, a sua fraternidade e a sua igualdade.

Daí que, tal como o PSD, o CDS já não prescinde de estar com o PC chinês no estreitamento de relações e de negócios. É neste contexto que surge a maçada de Macedo. Um percurso exemplar neste trio de partidos.

Portanto, creio eu, tudo isto para ver se o PS tem ciúmes e se junta a eles. Mas, ao que tudo indica, em lugar de ciúmes, há um afastamento. É que o PS, nesta matéria, está a perder, ou já perdeu, a tão falada liderança.

Agora, o grande golpe foi dado hoje na apresentação do livro de Miguel Relvas. Já se pensava por aí que ele não sabia escrever. Mas sabe. Que o digam Durão, Passos e Maria Luís. Agora, a maioria passa já a absoluta.