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afonsonunes

afonsonunes

06 Fev, 2016

Que raio de equipas

 

A jornada de ontem ficou assinalada por dois grandes jogos, de duas más equipas, com a surpresa de duas grandes vitórias, sobre outras duas equipas reconhecidamente favoritas. Que, claramente, tinham de vencer.

Tinham de vencer na boca dos treinadores de bancada, aqueles que assobiam tudo o que fazem os adversários e aplaudem todas as borradas dos seus. Para esses, o campo do jogo tem de ser um campo de batalha.

As duas equipas ontem vencedoras eram, e ainda são, equipas vulgares, sem treinador, com jogadores sem classe, que estavam, não sei se ainda estão, condenadas aos últimos lugares da tabela, ou a descer de divisão.

A comissão e a federação, com as suas regras rígidas para umas equipas, brandas, mesmo meigas, para outras, alinhavam nessa onda de créditos para as favoritas e descréditos para com, as sempre pré derrotadas.

Mas, ontem, tudo correu mal para quem tinha de ganhar. Terá havido mesmo choro e ranger de dentes. A culpa não foi das equipas derrotadas, mas do jogo incompreensivelmente tolerante da comissão e da federação.    

Depois, as desculpas do costume. Não jogam nada, mas ganham. O campo estava minado. A relva estava crescida demais. As balizas estavam tortas. O apito do árbitro estava rouco. E agora, o campeonato vai ser anulado.

Sinceramente, confesso que já me vai ficando o hábito de confundir equipas. Às tantas já não sei se estou a pensar em política ou em futebol. Ontem, nos dois bons encontros a que me referi, ganhou Costa e Vitória.

Os grandes e os pequenos apostadores meteram todo o seu dinheiro em Bruxelas e em Belém. Azar o deles. Os grandes também perdem, tal como se pode dizer que os pequenos por vezes ganham aos grandes. É o jogo.

E não aconteceram vitórias com sabor a empates ou a derrotas. Foram jogos disputados palmo a palmo. A expressão nos marcadores pode ser mais ou menos vistosa. O que mais interessa é quem vence e quem perde.