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afonsonunes

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01 Out, 2014

QUE SAUDADE

 

Anda agora nas bocas de uma espécie de políticos que têm a pretensão de intoxicar a opinião pública, a falta que lhes faz um bom inimigo sempre à mão, pelo qual já morrem de intensa e dolorosa saudade. Mas esse já foi.

Podemos sentir saudades de muitas maneiras. Mas esta que se respira neste momento, num ar poluído por vozes de uma certa direita, tem uma característica muito especial. Perdeu de vez o seu bombo de festa.

Esse bombo foi considerado uma lástima durante mais de dois anos. Mas logo que o sentiu manso, começou a dar-lhe umas pancadinhas, ao mesmo tempo que lhe passava a mão pela pele esticada mas sem som.

Seguro passou por uma fase desse tipo. Depois de Costa entrar em cena, a maioria e os seus apaniguados, logo se puseram do lado de Seguro. O Seguro que não era Sócrates, para combater o Costa que era Sócrates.

Houve mesmo um tal de Melo que, numa entrevista, disse que Costa tinha o pior de Sócrates. Realmente, Sócrates continua a meter muito medo. E a ser inspirador da fuga a esse medo. Mal sabem eles que esse papão já foi.

E se outro indicador não houvesse, Costa de Sócrates, bem o mostrou na recente disputa com Seguro, o amigo de Passos. O amigo daquele que tem hoje, o privilégio de ter roubado o cetro que sempre atribuiu a Sócrates.

Resulta hoje bem claro que Costa não traiu Seguro. Foi Seguro que traiu o partido, por descer tão baixo. Costa está a outro nível, não só em relação a Seguro e ao tal de Melo, mas também a Passos, Portas e companhia.