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afonsonunes

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08 Fev, 2017

Queixinhas


Há várias maneiras de fazer queixinhas de quem se não gosta ou, simplesmente, de quem sabe fazer pela vida, não deixando que os inábeis se governem com a sua incapacidade de competir segundo as regras normais da competitividade.
Quando os incompetentes não conseguem singrar nas suas atividades, queixam-se permanentemente de quem tem sucesso. E aí, não há limites para alimentar a sua guerrilha verbal e até mover todas as canalhices para tentar travar o sucesso alheio.
Estas práticas vão sendo correntes em quase todas as atividades mas, sobretudo quando se compete nos campos da política e do desporto, por maioria de razões no futebol profissional. Principalmente, na presidência de alguns clubes.
Temos vindo a assistir a um espetáculo deprimente de um dirigente que, incapaz de vencer pela dignidade, arrasta-se na lama de atitudes indignas, queixando-se do seu adversário de estimação, em questões que nada têm a ver com a competitividade desportiva.
Que o mesmo é dizer que se tenta ganhar na secretaria, quando no campo se somam derrotas consecutivas. Que se agridem os dirigentes que os visitam, nos corredores das instalações desportivas, como se fossem caçadores furtivos à espera da sua presa, disparando sobre ela à queima roupa, na cara, uns espirros líquidos, mostrando como a cobardia anda por onde devia campear a valentia que pressupõe a real atividade desportiva.
Com a agravante do agressor tentar armar-se em vítima, mesmo perante todas as evidências de provas de toda a ordem.
Na política, continua a verificar-se a mesma desfaçatez. O ódio, cada vez mais virulento, que prejudica a imagem externa do país. Não interessa se se tem razão. Interessa apenas agredir verbalmente, com nojentas mentiras, sem qualquer suporte de realidade, mesmo dentro da diversidade de opiniões.
O triste espetáculo dos debates televisivos, desportivos e políticos, e os debates do governo com a oposição, na AR, são uma cópia das parvoices clubísticas, sempre relatadas em alguns órgãos de comunicação social, como se também eles fossem clubes, ou partidos, que têm de se guerrear para terem audiências.
Não contam os bons ou maus resultados. Conta apenas que quem está a perder, tem de agredir para subir, em lugar de tentar superar os ganhadores pela discussão séria de alternativas vencedoras.