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afonsonunes

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quem consiga fazer uma reflexão rápida, mesmo muito rápida, sem perder a oportunidade de encontrar um novo caminho para a vida, para a decisão, para acabar com o deixa andar.

Quando algo na vida está a revelar-se lento, mesmo muito lento, não pode passar-se uma parte importante da vida a pensar na morte da bezerra, como diz o povo, e bem, pois a bezerra morta já não cresce devagar, nem depressa, logo, depois, nunca mais será uma vaca crescida que dê leitinho fresco.

Vem isto a propósito da reflexão feita pelo presidente do Benfica e pelo seu segundo treinador do coração. Ambos estiveram muito mais de um ano à espera de ter uma reflexão que, inesperadamente, apareceu numa noite, simultaneamente a ambos.

Precisamente no momento em que ambos já tinham deixado de pensar um no outro. Talvez cada um deles a pensar na sua nova bezerra. Talvez em bezerras douradas pastando ouro em terras longínquas.

Surpreendentemente, presidente e treinador passaram pelas brasas e eis que ambos acordaram de um sonho muito breve: correram um para o outro e caíram nos braços que os apertaram fortemente como nunca havia acontecido antes.

Foi uma luz, disse o presidente. Foi magia, terá pensado o treinador. Fosse o que fosse, foi mesmo o fim de uma coisa muito lenta, lenta, lenta, e o princípio de outra coisa muito rápida, tão rápida, que ninguém conseguiu saber como nasceu, nem, provavelmente, como vai crescer e, quem sabe, morrer.

Mas, tudo acabou em bem para eles. Não se sabe por quanto tempo, mas só não mudou para já, o tipo de conversa. No mundo em que ambos vivem, não se pode prometer nada. O futuro é ganhar, empatar ou perder. Nunca será apenas ganhar.

Certo, certo, o bom senso recomenda que se fale menos e se faça mais. E é isso, principalmente isso, que os sócios e simpatizantes querem. Quanto menos eles fizerem e quanto mais falarem, maior será o gáudio que os seus adversários, e mais ainda os seus inimigos, exultarão em os achincalhar até à exaustão.

Simplicidade e modéstia será o melhor lenitivo para calar quem vive disso. E há muito quem não saiba fazer mais nada. E quem seja bem pago para que as coisas corram no sentido que lhes interessam.

Infelizmente, o país e o mundo estão assim. Cheios de falsos, hipócritas, desonestos, que abafam quem se esforça por ser a favor da dignidade de todas as atividades da vida humana.

Daqui a poucos minutos se verá se o lento, lento, lento, deu lugar ao trabalho rápido, ao trabalho sério e a reflexões permanentes que corrijam desvios indesejáveis.

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