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afonsonunes

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17 Fev, 2015

RESPONSABILIDADE

 

A responsabilidade é uma coisa muito bonita. Cada um deve assumir a sua, em todos os atos que pratica e em todas as decisões que toma. Mas também há quem assuma a responsabilidade por aquilo que outros fazem.

É muito bonito quando alguém se solidariza com quem comete um erro. E diz que assume a responsabilidade pelo que o outro fez. Só que isso é muito feio quando havia que remediar, em lugar de continuar o erro.

Como é evidente, a assunção da responsabilidade implica aceitar as consequências que daí resultarem. Se forem praticados atos ilegais, a responsabilidade cobra-se com a sujeição às penas previstas na lei.

Parece que há quem pense que, ao assumir a responsabilidade por qualquer decisão, mesmo errada, já está a coberto do devido julgamento. Nem o mais poderoso dos cidadãos pode ter tal privilégio. Se errou paga.

Até porque os detentores e defensores desse privilégio, gostam muito de dizer alto e bom som, que ninguém está acima da lei. Falta-lhes dizer, nem eles próprios. Esta reflexão está a ser cada vez mais necessária no país.

Todos dizemos que vivemos num estado democrático. Daí que também todos possamos dizer que o estado democrático está a funcionar para todos igualmente. Essa responsabilidade é coletiva. E sem exceções.

Se eu estiver a violar uma qualquer lei, não me bastará alegar que assumo toda a responsabilidade, para que a justiça me deixe em paz. Tenho direito à paz, mas se não estiver a fazer guerra a qualquer outro cidadão.

Porque todos os cidadãos têm direitos, por igual, sem que qualquer julgador tenha o seu direito de julgar apenas e só, pelo que tem dentro da sua cabeça. Ainda que, com ar infalível, assuma toda a responsabilidade.