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afonsonunes

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Já que nem Lisboa nem o Porto podem fazer nada por nós, resolvi voltar-me para San Francisco na esperança de que alguém que por ali se dedique a dar esperança e futuro, se lembre de que os portugueses precisam disso.

Eu sei que são os portugueses de San Francisco, que têm a felicidade de lhes ter calhado em sorte, o benefício que os portugueses de Lisboa e Porto não têm há muito tempo. Diz o povo que santos da casa…

A minha Maria da Glória gostava muito de ir a San Francisco. Se eu tivesse um banco amigo, gostava muito de lhe proporcionar essa ventura, para que ela passasse a fazer em San Francisco o que faz em Lisboa.

Em contrapartida, já lhe prometi que arranjaria maneira de lhe proporcionar uma visita guiada por Lisboa e Porto. Não guiada por mim, pois eu sou muito caseirinho e só troco o meu palácio por San Francisco.

Claro que o meu palácio é a modesta casinha, tão modesta como eu, onde passo os meus dias em meditação profunda, olhando o Tejo, como se ele fosse a Baía de San Francisco. Isto enquanto a minha Maria lava a loiça.

Por vezes, tenho a sensação de que já digo disparates. Agora reparo que eu e a minha Maria, afinal, estamos em San Francisco. Ela está a lavar a loiça do almoço. Eu estou a falar com portugueses modestos como eu.

Aqui, sinto-me feliz por poder falar ao meu jeito e dizer que o país está feliz por ter Relvas muito próximo de fazer os planeamentos estratégicos mais difíceis do estado. Será mais uma despesa, mas esta muito rentável.

Houve até um português daqui, de San Francisco, que me lembrou que isso é um investimento que vai colmatar uma grande lacuna: há ministros que não sabem planear nada. Achei muito interessante esta observação.

Quando regressar a Lisboa, vou ver se arranjo maneira de lembrar ao primeiro-ministro que leve Relvas e filha a despacharem-se com essa empresa, pois o país não pode esperar. Melhor, vou já mandar um recado.