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afonsonunes

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24 Jun, 2017

Se Deus quiser


Hoje vamos empatar com a Nova Zelândia e vamos apurar-nos para prosseguir na Taça das Confederações. Evidentemente que hoje, daqui a duas horas, vão jogar os melhores e, entre eles, lá estarão o João e o André. Claro que acompanhados do Cristiano, o homem que defende, organiza e ataca.
Assim, obviamente que o empate está garantido. Mas, pergunto eu, é preciso ganhar? Claro que não. Só é preciso ganhar na final, pois aí, não haveria empate que nos salve. Daí que Fernando Santos esteja carregado de razão quando diz que, com ele, é assim.
Quando o caneco chegar a Lisboa, Marcelo aproveitará para lembrar tudo aquilo de que o país precisa para trazer para o Porto a Agência do Medicamento. E não será preciso lembrar casos chatos, como os e-mails do Benfica, nem processos como o Apito Dourado.
Se Deus quiser, tudo vai correr pelo melhor. Daí que já haja quem pense nas consequências destas retumbantes vitórias. Costa será definitivamente afastado da governação, porque pertenceu a um governo de Sócrates e Sócrates foi muito pior que Oliveira e Costa e o seu amigo Cavaco Silva.
Pinto da Costa e Bruno de Carvalho serão medalhados por Marcelo, estando ainda em estudo as respetivas medalha a atribuir a cada um deles. Sabido é que Vieira e o seu clube terão de deslocar-se para Cabo Verde, a fim de não prejudicar os seus inimigos figadais, impedido-os de ganhar o que eles tanto desejam.
No entanto, Vieira e o Benfica vão encontrar, ao que tenho ouvido por aí, um tal de Dias Loureiro, íntegro elemento da geração dourada do cavaquismo. Se o sucesso de cá, for contagiante, Vieira e o seu clube, encontrarão ali o ambiente ideal para concretizar o sucesso que em Portugal lhes foi negado.
Obviamente que Marcelo fica numa situação muito periclitante. Se fica em Portugal, arrisca-se a perder a sua elevadíssima popularidade para os sucessores de Costa. Que não serão certamente os seus grandes apoiantes do Bloca e do PCP.
Mas, o grande destino da popularidade que Marcelo se arrisca a perder, vai certamente para Pinto da Costa, que não voltará a fugir para Espanha, e para Bruno de Carvalho que nunca mais voltará a largar impropérios contra ninguém, nem a fumar eletrónicos,
Se Deus quiser, daqui a cerca de uma hora, estarei frente a um televisor a ver as peripécias de todas estas previsões de um bruxo de meia tigela, que teima em pensar que adivinha tudo. Se Deus quiser, até posso estar com um grande melão, daqui a três horas. Mas, e depois?
Uma coisa posso garantir. Não vou ser medalhado por ninguém. Aliás, mesmo que me quisessem atribuir essa grande, enorme, enormíssima honra, eu nã a aceitaria. Pela simples razão de que o meu ego entende que nunca as medalhas modificam os grandes disparates que se fazem ao longo da vida.

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