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afonsonunes

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20 Mar, 2016

Se eu fosse Costa

 

O que escrever aqui pode ser entendido como um conselho ao primeiro-ministro. Juro perante todos os santinhos que não quero interferir na sua governação. Já bem basta tudo o que a direita quer que ele faça por ela.

Como Passos é o ícone da direita deste país, resolvi dizer-lhe daqui o que eu lhe diria, se me fosse dado o privilégio de falar em nome de Costa. Disse Passos que o PM o deve esclarecer se está a interferir na banca.

E disse outras coisas que só têm graça vindas da sua boca. Pois bem, começo por lhe lembrar que o país que comandou durante quatro anos, meteu milhares de milhões nessa banca que ainda julga ter na sua mão.

Esse balúrdio de massa veio de empréstimos que deviam ter servido para pagar a dívida do país. Dívida essa que não teve mesmo nada a ver com a apregoada vida de luxo de Sócrates, como gosta de insinuar a toda a hora.

Que se saiba, a origem desse dinheiro, não está identificada, nem tão pouco se relaciona com fraudes no estado, nem em nada que tivesse que ser pago pelos contribuintes. Como o que Passos não pagou ou deixou ir.

Estou a lembrar-me da Tecnoforma. Lembra-se? Parece que se esqueceu de vez. Mas os portugueses não se esqueceram de quanto lhes custou a roubalheira dos bancos. Que os seus amigos e companheiros levaram.

Provavelmente também já esqueceu esses desmandos que ainda estão todos por regularizar. Tenho esperanças de que um dia a justiça ainda volte a olhar para trás, em lugar de olhar só para a frente e para o lado.

Já que prendeu um ex-primeiro-ministro para investigar, até pode acontecer que venha por aí, não um ‘Lavajato’, mas um ’Espremecitrinos’, pois o país anda intrigado com a falta de aproveitamento de tantos sumos.

Se Costa está a mexer com a banca não é, certamente, para lhe concederem favores especiais a si, ou a camaradas seus. Como juros especiais para amigos, ou empréstimos de milhões para não serem pagos.

Passos e os seus amigos e companheiros estão a delirar com o que se está a passar no Brasil. Mas deviam pensar que, o que fizeram em Portugal, lhes devia causar muita apreensão. Moro e Alexandre, podem ver Garzón.