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afonsonunes

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07 Mar, 2014

SE FOSSE PEIXE...

 

 

Não podia deixar de ser cherne, pois de outra maneira não conseguiria entrar na grande cozinha europeia, onde só se fazem caldeiradas de atestar barrigas. Porém, o cherne não entrou na ementa diária.

Imagine-se que até foi trocado pela sardinha de conserva enlatada. O que só prova que a sardinha genuína portuguesa, mesmo de conserva, tem muito mais apreciadores em Bruxelas, que o cherne fresco nacional.

Aposto que isso tem a ver com o facto de o exportador português que o colocou em Bruxelas, não teve os devidos cuidados com o transporte. Resultado, saindo do país já meio esquentado, chegou lá estragado.

Mesmo assim, teve um consumo, de tipo obrigatório, durante muito mais tempo que o esperado. E o excedente, demorou a ser devolvido. Agora com o rótulo de regressado voluntário. A europa fartou-se de cherne.

Mas, deixemos lá o cherne e passemos a outro assunto. Durão acaba de anunciar que não se recandidata a terceiro mandato. Se fosse peixe, seria pescada de boca no rabo. Porque de rabo fora da boca, adeus pescada.

Durão virá mesmo para Portugal na espectativa de que alguém veja nele o cherne de outros tempos. Na esperança de que consiga uma casinha para os lados de Belém, se a renda não for muito cara. Senão, fica por lá.

Não por Bruxelas, mas talvez tenha algumas hipóteses de rumar a Kiev, onde talvez lá encontre ainda uns restos dos onze mil milhões que transferiu para lá. Para ajudar alguém. Alguém que até podia ser peixe.

Se as coisas não correrem bem e tiver de vir mesmo para cá, tenha em conta que a coisa está preta. A menos que também traga onze mil milhões para cá, não vai ter vida boa como teve em Bruxelas. À sombra de Merkel.

E é melhor não contar com a proteção policial. Nem com a proteção de militares. Nem com a proteção de uma parte da oposição política. Nem com a proteção dos sindicatos. Terá de passear só entre Belém e S. Bento.

Até por aí está bem de ver que coelho e cherne, com lenha pelo meio, não parecem dar uma boa refeição. Embora fizessem pratos de carne e peixe, poderiam não dar cavaco na conversa. E cavaco nem é carne nem é peixe.

O cherne não deve ganhar nada em fazer como os seus amigos de cá. Estão permanentemente a socorrer-se da ajuda de Sócrates para se servirem do que gostam. E da ajuda de Seguro, é melhor segurar-se bem.

Como vê, a vida por cá está mais difícil para si e seus companheiros, que para o comum dos cidadãos que o ilustre tanto ajudou enquanto pôde. Logo, é aconselhável que arranje por aí uma boa cunha para se fixar.

 

 

 

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