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afonsonunes

afonsonunes

22 Out, 2015

Se gostas...

 

(Se tem problemas prejudiciais à sua saúde, causados pelas reações ao que ouve, vê ou lê, aconselho vivamente que não continue a ler estas linhas. Não quero ser responsabilizado por causar danos, seja a quem for).

Se o país não desapareceu nos últimos quatro anos, é muito mais que provável que também não desapareça nos próximos quatro. Logo, não se percebe tanto medo, tanta gente em pânico, tanto disparate no ar.

Se já não nos basta a verborreia interna que se instalou no país com esta situação política que vivemos, ainda temos de gramar o massacre encomendado que está a entrar por todas as fronteiras da comunicação.

Acredito que haja gente mais instável que possa ter dificuldade em se controlar, acabando por cair no insulto gratuito a quem não lhe encha as medidas. Medidas que têm o problema de não estar na bitola normal.

Mesmo sendo gente que vive ou viveu e trabalha ou trabalhou, com direitos que não roubou, mas é posta nas ruas da amargura, só porque não satisfez interesses e usufrui aquilo que conquistou ao longo da vida.

Bem menos sério é desancar em velhos ódios de estimação e mostrar complacência, e mesmo simpatia, por quem tem práticas inadmissíveis em pleno século vinte e um. Que não tem nada a ver com o antigamente.

Uma coisa é a cegueira provocada por vidas ou acontecimentos vividos a contragosto, por culpas próprias ou de contingências impessoais, outra coisa é estragar a saúde só porque se não aceitam as próprias leis da vida.

Se o mundo ou o país pudesse ser meu, teu, dele, dela, podíamos andar todos à pancada para ver se ficávamos por cima dos cadáveres dos maus. Mas o mundo é mesmo de todos. Dos que gostam e dos que não gostam.

Se fossemos todos iguais, isto seria uma sensaboria. Mas, mesmo assim, é certo e sabido que não andaríamos todos aos beijinhos e aos abraços. Sempre ouvi dizer: se gostas come mais, se não gostas, come menos.