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afonsonunes

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Pois, é muito fácil dizer para me segurarem, mas eu sei perfeitamente que ninguém é capaz de me segurar, evidentemente, quando eu não quero que me segurem.

Hoje estou no Brasil. E estou a divertir-me à grande como costumo fazer por todo o lado onde vou. Não consigo que me segurem em casa porque isso é muito morno, a convidar ao sono, e toda a gente sabe que eu não durmo, precisamente porque é um desperdício de tempo. É tempo perdido.

Portanto, eu estou sempre acordado. E para me manter acordado preciso de me meter na vida de toda a gente, fazendo coisas que essa gente podia e devia fazer. Mas eu faço. Com todo o gosto, apesar de haver quem não goste que eu faça o que lhes competia.

Mas, se eu fizesse apenas aquilo que me compete, como é que eu enchia as vinte e quatro horas do dia? Era uma maçada, uma monotonia, um aborrecimento total, uma carga de stress que me destruiria muito antes de cinco anos.

Mas eu quero dez ou mais anos desta azáfama diária que leva muita gente a andar atrás de mim, à espera de um beijo ou de um abraço, de ter o prazer de conseguir fotos encostando-se a mim de telemóvel na mão.

Há quem julgue que eu sou um faz tudo, ou mesmo alguém que manda fazer tudo o que lhe pedem, como se eu fosse um deus ou um diabo, senhor do céu e do inferno.

Obviamente que não sou, pois não me importava nada de mandar em qualquer céu, mas nunca aceitaria mandar, fosse o que fosse, no inferno. Deixo sempre essa missão para os meus súbditos mais apegados às tentações infernais.

Estou a fazer estas considerações no Brasil, país amigo, irmão mais novo, a quem vou dar muitos conselhos, que bem precisa, neste momento de dúvidas e incertezas. Nada que eu não possa ajudar a resolver.

Em contrapartida, no meu regresso ao lar, levo na bagagem muitas ideias colhidas em contactos muito interessantes, neste país de alta justiça, de baixos justiceiros e de corruptos bons e corruptos maus.