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afonsonunes

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27 Jun, 2014

SEGURO DE COSTAS

 

 

Já por várias vezes me referi aqui a Seguro como o político que gosta de fazer o papel de anjinho. Agora, desde que acordou ao som da voz de Costa, parece mais inclinado para fazer dos outros anjinhos.

Desde que Costa lhe meteu medo, Seguro levantou a voz, começou a querer falar grosso e a acordar para abordar diversos assuntos que, para ele, eram tabu. Aqueles que lhe podiam exigir mais bagagem.

Assuntos que ele preferia ver atrás das costas. Ou seja, aqueles que dividem em lugar de unir. Porque ele sabe bem que há os Seguros e os Costas. Que há os das grandes vitórias e os das pequenas vitórias.

Mas, Seguro nem sabe bem as águas em que navega. Anda há muito tempo a insistir na demissão do governo. Inclusivamente, pedindo a ajuda do PR. E nisso é acompanhado por muita gente.

Mas, curiosamente, quando o contestam, diz em público: ’Era o que faltava, o PS tem os seus órgãos legitimados pelo voto’. E o governo não tem? Ora, o voto só legitima, enquanto os votantes confiarem.

E os votantes já demonstraram que não confiam no governo mas, também já demonstraram que não confiam o suficiente em Seguro, para lhe entregar o poder. Logo, Seguro está ao nível do governo.

Tal como o governo, Seguro está agarrado a uma falsa tábua de salvação, que só falsos argumentos e falsos intérpretes da situação, lhes permitem sobreviver. Mas, de costas para quem os ignora.

Quem não tem medo aceita ir a votos, em lugar de andar a escudar-se no medo de quem se teme. Quem quer transparência e debates, não recorre a expedientes para iludir a realidade do próprio medo.

Seguro e os seus, aprenderam tudo com os métodos dos detentores do poder, pois estão convencidos de que vão ter o mesmo sucesso. Se assim for, mal vai ficar o país de costas voltadas para eles.